Santiago, 2 dias em um – um sem sal, outro com

Não, não estou falando da carne e da agua. No quinto dia em Santiago, tivemos o azar de pegarmos uma garoa muito chata, tempo muito cinza e frio. Não fizemos quase nada. Saímos pelo centro e paramos num café estranho, para nos protegermos do frio. As garçonetes vestiam roupas coladas e eram todas coroas ! Nem preciso dizer que o estabelecimento estava cheio de homens com idade pra serem pais e avós, hehe. Pra variar, muita gente fumando.

Rodamos o centro, nas tradicionais lojas de departamento. Não me lembro se já comentei sobre elas, mas achamos a Johnson a mais barata. Vi algumas roupas masculinas de frio com preços atrativos. A “loca por las botas” e minha leoa não encontraram nada que justificasse a compra. Daí passamos na Falabella, que tem preços atrativos e qualidade um pouco melhor. Tem também a Paris, de nível semelhante à Falabella. Pra completar, há a Ripley, que é mais cara por agregar várias marcas famosas. Boa pra quem quer comprar roupa de marca a preços às vezes nem tão caros.

Trocamos um pouco mais de pesos, dessa vez numa cotação pior – 1 real a 247. Almoçamos num restaurante bem meia boca, mas baratinho, ali por perto. Comida não me fez muito bem. Voltamos cedo pro apartamento, pois o frio tava insuportável.

No dia seguinte, penúltimo da viagem, começamos pegando o metrô para almoçarmos no restaurante “Aqui Está Coco”, um dos mais famosos da cidade. Saltamos na estação Pedro de Valdivia e, numa curta caminhada, chegamos. Ainda estava cedo, havia acabado de abrir, pouco mais de 11h. Fomos muito bem atendidos e orientados a esperarmos um pouco até a cozinha abrir. A decoração do lugar imita o interior de um navio, pois é especializado em frutos do mar. Na foto, um sofá-barco e cadeiras em formato de cauda de peixe. Pouco depois chegaram, adivinhem, mais brasileiros.

Enquanto isso, haja dicionário pra entender o cardápio. O prato da foto é o congrio salteado, que consiste em pedaços de congrio fritos com cebola roxa, tomate, pimenta amarela e coentro, acompanhados de batatas fritas caseiras, conforme indicado no cardápio do site. A “pimenta amarela” na verdade era pimentão, foi traduzido errado. Esse foi o escolhido por Luciana e, segundo ela, estava muito bom. Eu não provei, pois quem me conhece sabe que minha marca registrada é odiar cebola, ainda que seja a roxa. Havia muitas outras opções interessantes e não foi fácil escolher o prato.

Já o da minha mãe era o Congrio Pastelero, que consistia em “filete de congrio grillado, sobre nuestra clásica pastelera de choclo con un toque de salsa de albahaca”. Como se pode ver, não está lá muito bem traduzido, hehe. “pastelera de choclo” é uma espécie de torta de milho, muito gostosa, provei. “salsa de albahaca” é um leve molho de cenoura. Minha mãe gostou muito, é o prato da foto.

O meu era um prato que não aparece no cardápio do site, consistindo em trucha (que acho que é truta) com champignon, camarões e algo mais que não me lembro. Também estava muito bom. Como se pode ver, os pratos não são muito bem servidos, mas foi na medida de nossa fome. O que importa é que o sabor e a apresentação eram muito bons. Mas o que eu realmente queria era um com base principal de camarão e isso não achei em lugar nenhum.

Por fim, pedimos essa sobremesa. Bem pequena, como se pode ver, mas novamente bonita e gostosa. Era o “Irresistible de Chocolate”, composto por “una suave textura de chocolate negro y blanco, con salsa de naranja y limón”. Ou seja, chocolates branco e negro, com molho de laranja e limão. O que é legal é que a acidez destas duas frutas equilibra o doce do chocolate, de modo que não fica enjoativo. Essa parte “técnica” da gastronomia é muito interessante e tenho curiosidade de aprender um dia, mas por enquanto sou um desastre na cozinha, mal sei fritar direito um ovo.

Seguimos tirando fotos do restaurante. Até do banheiro eu tirei, suburbano que sou, achei diferente. A pia como você pode ver é em formato de caranguejo, seguindo a decoração do local. Você aciona a agua com o pé através de um botão que fica no chão, o que acho muito higiênico. É bom não precisar ter contato com a torneira, onde todo mundo mete a mão suja após usar o banheiro. Já satisfeitos com a comida, pedimos a conta, que não vem com a gorjeta. Como o serviço foi muito bom, deixamos mais 10 % e seguimos com o passeio.

Caminhamos até o Parque de las Esculturas, que seria ali perto. Já ali tivemos a primeira vista das belas Cordilheiras dos Andes ao fundo. Foi emocionante, sem viadagem, sério. É muito bonito e mais tarde tive a confirmação de que são mesmo fantásticas, pois pegamos um tempo bem limpo no último dia de viagem e tiramos fotos espetaculares das cordilheiras vistas do alto.

O parque das esculturas é repleto de esculturas. Dã. Bem, o lugar me surpreendeu, muito interessante. As esculturas são de arte moderna, no total de 36, ou algo próximo disso. Como são muitas fotos que achamos legais, as colocarei a seguir. De lá, ainda passamos na Falabella, Paris e Johnson, da Providência. Pegamos o metrô e saltamos na Plaza de la Aviacion, que tem este nome porque se assemelha a uma pista de aeroporto, com uma escultura de avião. Mas o tchan de lá era um show de luzes, que supostamente começaria às 19h. Mas não houve. Tudo escuro, sem nem uma lampadazinha sequer. Disseram os locais, sentados em bancos de frente para a fonte, que provavelmente era por causa do feriadão.


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Esse post foi publicado em 2.6 - Santiago dias 5 e 6. Bookmark o link permanente.

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