Conhecendo Santiago do Chile

Nessa viagem levamos minha mãe, aproveitando que reservei um apartamento para 3 pessoas pelo mesmo preço de 2. Nosso destino era conhecer Santiago, essa cidade que os brasileiros tanto amam. O vôo de ida foi sem problemas, fomos de LAN num vôo direto. São 4h40 de viagem e o serviço de bordo é bom, há uma tv que passa 2 filmes e o lanche é bem servido, um sanduíche com vários acompanhamentos, bebida liberada. A parte ruim é que perdem muito tempo com isso e obstruem a passagem por muito tempo. Outra coisa muito negativa é só haver banheiro na parte de trás do avião. Depois do lanche forma uma fila imensa, se ligue nisso quando foi viajar por essa cia.

Pousamos no horário previsto, às 22h. A ideia era ir pro embarque, pra pegarmos taxis mais baratos. O preço padrão pro Centro ou Bellavista é 15 mil pesos, equivalente a 60 reais. No embarque não havia taxis de fácil acesso, não é o mesmo esquema do Brasil. Também não vi taxistas nos abordando no desembarque, de modo que vi que acabaria pagando os 15 mil pesos mesmo no primeiro taxista que ofereceu. Na verdade, era um serviço de remises. Chegamos rapidamente, pouco antes das 23h. Fazia muuuito frio. Fomos recebidos por Bernardita, a proprietária, aliviados do receio de não haver ninguém lá e ficarmos na rua, com frio.

O apartamento era ótimo, espaçoso e bem cuidado. Um duplex, com cozinha americana e sala no andar de baixo, onde dormiu minha mãe numa cama de solteiro. No andar de cima, cama de casal e um banheiro. Havia aquecedor portátil, que ficou ligado por todas as noites.

Após uma noite de sono, acordamos e partimos para conhecer a cidade. O frio tava muito forte e meus casacos não eram suficientes, pelo visto. Passamos pelo Teatro Municipal e chegamos até o cruzamento das ruas Agustinas e Ahumada, onde há as casas de câmbio com as melhores cotações. Pesquisamos e achamos uma boa dentro de uma galeria na Agustinas. Sentimos muito frio nas mãos e compramos luva num camelô. Baixa qualidade, mas só 4 reais, quebrou um galho. Já passava das 11, de modo que os menus de café da manhã foram retirados dos restaurantes. Entramos numa lanchonete chamada Dominó, onde compramos bons lanches bem servidos, com bebidas, tudo por menos de 40 reais para 3 pessoas.

Em seguida, entramos numa loja chamada Johnson’s, uma das lojas de departamento da cidade. Achei boa pra comprar roupas de frio, muitas opções entre 60 e 120 reais, com qualidade superior às roupas vendidas pelas brasileiras Renner e Leader. Comprei um casaco polar, que quebrou um galho, me protegeu do frio. Pudemos prosseguir com o roteiro. O próximo passo era a Calle Nueva York, pequena rua fechada, de pedestres, onde há o antigo prédio da Bolsa de Valores, esse da foto.

Dali seguimos para a Plaza de la Constitución, onde há o Palacio de la Moneda, sede da presidência chilena. Note que beleza, o lugar fica no coração da cidade, onde os chilenos podem protestar e cobrar seu presidente. Não é à toa que o Chile, em muitos aspectos, supera o Brasil, onde JK, o pior presidente que tivemos, teve a ideia ridícula de mudar a capital pra Brasília, pra nossos bandidos ficarem bem protegidos, longe da cobrança do povão das grandes metrópoles. É possível visitar o local por dentro, mediante visita agendada com antecedência. Há, ainda, nos dias pares (dependendo do ano, pode ser nos ímpares) a troca de guarda às 10h. Era nossa ideia vê-la em outro dia, mas acabamos deixando a oportunidade passar.

Em seguida, o prédio dos Tribunales. Estava em reforma e há um cartaz mostrando como vai ficar, bem bonito. Pouco mais adiante há a Câmara dos Deputados, que fica fechada para o público. Parece um lugar bonito, é pena que não dê pra entrar. Mas veja novamente, tudo fica ali no centrão de Santiago. Os chilenos são um povo muito politizado e durante nossa estadia ainda vimos mais alguns protestos, falarei oportunamente.

Seguimos pela rua da Catedral, onde há a Catedral Metropolitana de Santiago. Bonita, aproveitamos para um descanso e para nos protegermos do frio. Havia uma missa cantada em espanhol, deu uma sensação de tranquilidade. Eram poucos turistas, ficamos com receio de ser proibido bater fotos, mas logo vimos alguns batendo. Tiramos algumas, mas sigo a política de uma foto por lugar, pro blog não ficar muito pesado.

Saindo da catedral, pegamos novamente a rua de mesmo nome e chegamos até a Plaza das Armas. De cara, vemos o prédio dos Correios, bem bonito. Na Praça, vemos vários policiais em grupo, uns 30, acho. Em outros lugares era pra nos preocuparmos, mas ali isso é comum. Santiago em geral é muito segura e bem policiada. Não notamos armas com os policiais, acredito que seja uma espécie de guarda municipal. Só tinham cachorros e cacetete. Da praça avista-se também a catedral.

Outro prédio bonito é esse aí, o Museu Histórico Nacional, que não chegamos a visitar por dentro. Era uma segunda, dia em que os museus fecham. Mas não estava no nosso planejamento original visitar museus por dentro, pra não ficar cansativo demais e parecido com outras viagens que fizemos. Pensamos em abrir exceção pro Museu Pré-colombiano, que, dizem, é muito legal, mas parece que estava fechado. Havia também na praça uma feira de livros, vários stands, não vi se eram novos ou usados, além de um cara que fazia umas apresentações de não sei o que. Várias pessoas o rodeavam assistindo.

Prosseguimos para o penúltimo ponto do roteiro, o microbarrio Paris-Londres, que nada mais é do que um cruzamento de ruas, a Paris e a Londres. O charme do local é que as ruas de fato lembram a Europa. Mas não há muito o que ver, é só um lugar pra passar. Foi um pouco difícil tirar fotos boas, pois toda hora vinham carros atrapalhando a paisagem, deveria ser uma rua mais tranquila, só de pedestres. Ali perto havia um café ao estilo francês, com mesas do lado de fora. Já estava ficando tarde e seguimos andando.

O último ponto é a Igreja de São Francisco. Esperava mais dela, não vi nada de mais. Na verdade, a cidade ainda não havia nos empolgado. Tá certo que foi passeio pelo centrão, mas me pareceu tudo muito comum, faltou charme. Isso até se explica pelos sucessivos terremotos enfrentados pela cidade, muita coisa foi destruída, tiveram que reconstruir, enfim. Vamos para o próximo post.

Dicas:

– Santiago tem o mesmo problema que as demais cidades que visitamos, a agua é uma merda. A única que presta é a Beneditino. Não deixe de anotar, ou irá se arrepender.

– se estiver hospedado pelo centro, não deixe de pesquisar onde há bons supermercados. Não vimos nenhum, só uma minúscula vendinha perto do ap, não tinha nada de mais.

– chegamos tarde e vimos muita coisa fechada. As lojas fecham tarde, 20h30 já estão te enxotando, mas fecham mesmo às 21h. Já os restaurantes, ao menos dali do centro, fecham cedo em maioria. Se planeje pra evitar passar fome. Nós na chegada quase ficamos sem agua, por sorte achamos uma lan house aberta, que vendia agua e sanduíches numa geladeira.

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Esse post foi publicado em 2.2 - Santiago dia 1. Bookmark o link permanente.

2 respostas para Conhecendo Santiago do Chile

  1. elisabete mantovani disse:

    Vou para o Chile de pacote pois nada conheço lá. Gostaria que me indicasse passeios a fazer, que valham a pena. Estava com ideia de conhecer a Concha Y Toro, mas já mudei para a Undurraga. Achei também os valores dos passeios meio altos através das agência. É fácil ir de ônibus/metro ou taxi? Agradeço muito
    Elisabete

    • luademochila disse:

      Oi, Elisabete. Indicação de passeios é algo meio complicado de fazer, depende demais de perfil. Os que nós gostamos estão aí relatados no blog. Que não fizemos porque não tinha neve na época, mas agrada muito quem já foi, é ir até as estações de esqui, seja para esquiar, seja só para ver neve de perto.

      Achei fácil ir por conta própria. Explico no texto como fazê-lo.

      Abraços.

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