Montevideu, um potencial mal aproveitado

Conseguimos acordar cedo o suficiente para pegarmos o ônibus das 10h e chegamos em Montevideu às 12h30, na rodoviária Tres Cruces. Pegamos um taxi até a Plaza Independencia e saiu bem barato, pouco mais de 10 reais. Mesmo esquema da Argentina, malas na frente, nenhum papo.

Caminhamos até o hotel, que fica num cruzamento de ruas para pedestres, em pleno centro. Fomos muito bem recebidos por Margarida, uma senhora funcionária de lá. Ganhamos um mapa e instruções sobre como proceder, além de terem atendido meu pedido de mudança de apartamento para os superiores, com varanda, em caso de disponibilidade. São mais espaçosos e disputados.

De fato, foi um bom benefício pro custo e acho excelente opção pra quem procura algo muito barato e perto de tudo. Hotel Palacio, ganhador de prêmios de melhor custo/benefício no Tripadvisor. O quarto é bem espaçoso, cama larga, frigobar, wi-fi, ar-condicionado, tv a cabo e uma varanda bem espaçosa. Dá até pra ver o Rio de la Plata, mas no meio do caminho há uns prédios obstruindo a vista, como se pode ver. Tudo isso por 45 dólares o quarto comum e 50, os superiores.

Mas nem tudo são flores, é claro. Café da manhã não tem, mas te indicam onde tomar. O quarto é todo feito de madeira, que range quando você anda e também de noite, com a dilatação provocada, creio, pela mudança de temperatura. O ar-condicionado e acho que a caldeira fazem um barulho periódico que incomoda um pouco. Não achei a cama lá muito confortável, enfim, dormi mal. Mas Luciana dormiu bem, pode ter sido eu que dei azar.

Chega de falar do hotel. Fomos almoçar no restaurante em frente, o Don Pepperoni, uma das indicações do hotel. A outra era o La Pasiva, que também havia sido indicado pelo coroa do bafo de leão, que encontramos no terminal do barco na ida pra Colonia. O serviço é no padrão hermano, lento e pouco eficiente. Após um tempão, pedi um menu do dia, que incluia prato principal, bebida e sobremesa. Só que não era qualquer bebida e eu, mané, não atentei pra isso, pedi suco e paguei mais caro. Luciana pegou outro prato. Comida estava boazinha, nada espetacular, mas um pouco melhor do que estávamos comendo na viagem. Conta deu carinha.

Parada pra umas fotos na Plaza Independencia, essa da foto, mas com receio. A funcionária nos alertou que a cidade não era boa pra caminhar após 18h e isso preocupou muito Luciana. De fato, já havia ouvido falar de vários relatos a respeito, Montevideu hoje parece uma capital meio abandonada e violenta, infelizmente. A funcionária nos indicou pegar ali perto o ônibus D1, com direção a Carrasco, que iria pelas Ramblas, avenidas que contornam a orla, uma vista bonita.

Antes disso, tive a ideia de caminhar até o porto e contorná-lo até a orla. Me arrependi da sugestão. Atravessamos o centro, que é muito feio e por todo o caminho bate aquela sensação de insegurança. Meio deserto e com muitos mendigos. Desisti dessa ideia louca e sugeri voltarmos. Fomos direto para o ponto do ônibus. Após um tempinho esperando, pegamos.

A funcionária não havia explicado muito bem o trajeto do ônibus, tendo dito que ele pegaria as ramblas desde o início. Não é bem assim, ele vai por dentro e quase em Pocitos pega as ramblas. Mas não é de todo ruim, indo por dentro, pela 18 de julho, ele passa por muitas coisas turísticas, o Teatro Solis, dentre outras coisas. Mas como demorava pra chegarem as ramblas, cheguei a me preocupar de ter pego o ônibus errado.

Finalmente chegou. É mesmo um caminho bonito, embora nada espetacular. Equivalente a caminhar pela orla do Rio de Janeiro. Resolvemos saltar em Pocitos mesmo. É um bairro bonito, só é um pouco afastado de alguns pontos turísticos e do terminal. Se isso não for um problema, acho altamente recomendável se hospedar por lá, é o que nos pareceu valer a pena na cidade.

Lá, tiramos essa foto legal do nome da cidade, sempre gosto dessas fotos. A bateria da câmera deu seu último suspiro de vida e só tinhamos um restinho da bateria reserva, mas ficou no hotel. Desse modo, praticamente não temos foto de Montevideu. Nem o celular servia pra esse fim, pois ele era carregado com um cabo ligado ao netbook e, como disse, esqueci o carregador e o netbook descarregou. Foda :(. Gente burra tem que sofrer mesmo.

Demos uma breve caminhada por ali e resolvemos pegar novamente o ônibus, pra vermos o que nos aguardava. Ele avança um pouco mais nas ramblas e se dirige a Carrasco, bairro com casas bonitas. Achávamos que o ponto final era o aeroporto, mas não era. Paramos num supermercado estilo “Disco” da Argentina. Fizemos compras e aproveitamos pra trocar dinheiro numa casa de câmbio que havia por ali, numa cotação razoavelmente boa. Retornamos para Montevideu.

Já era tarde, então não havia muito o que fazer. Assim termina nossa estadia na cidade, infelizmente prejudicada pelo pouco tempo disponível e pela sensação de insegurança, que pode ter sido exagerada ou não. Não pagamos pra ver.

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2 respostas para Montevideu, um potencial mal aproveitado

  1. Mas Montevidéu é parada mesmo, linda mas parada.
    Me arrependi quando coloquei 3 dias na minha primeira viagem pra lá, eu vi tudo em metade de um dia e no restante fiquei no hostel pq tava MUITO FRIO!

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