Luján, uma experiência única com os animais

Chegou o tão esperado dia. Já tinha visto relatos sobre o local e achei fantástica a ideia de interagir de perto com animais, inclusive com os supostamente ferozes. E um “Domingo Legal” que foi filmado lá me deixou com ainda mais vontade, de modo que a expectativa foi grande. Desse modo, o relato ficou meio longo, me empolguei e contei detalhe por detalhe. Acho que ficou legal … se tiver paciência, leia até o fim.

Aproveitando que estávamos mais descansados, conseguimos acordar relativamente cedo, demos uma breve passada no mercado para levarmos lanches e caminhamos até a Plaza Italia, local onde você pega o ônibus. Há duas formas populares pra se chegar até lá, de ônibus e van, falarei a respeito na seção “Dicas”.

Pois bem, após quase 2h de viagem, com dona Luciana já dormindo e sonhando com os bichinhos e eu tenso pra não perder o ponto, felizmente o motorista foi legal e nos avisou, chegamos. Você atravessa a rua e já vê uma placa azul indicando pra onde seguir. É só seguir as placas, vai andar uns 100-200 metros até ver a entrada.

De cara você fica um pouco perdido, pois parecia uma fazenda abandonada. Não havia indicações sequer de onde seria a bilheteria. Era dia de semana, então não vimos outros visitantes por perto. Avançamos e rapidamente vieram dois funcionários perguntar se éramos visitantes. Disse que sim e perguntei se ali era a bilheteria (boleteria, em espanhol). Paguei em reais, pois fiquei com receio de faltar pesos, troquei pouco na casa de câmbio.

Seguimos por uma estradinha de terra, ainda sem ver cara de zôo. Um maluco com cara desses figurantes bandidos de filmes americanos com vilões mexicanos pegou nossos ingressos, sem esboçar reação. Avançamos, onde finalmente avistamos uma indicação – o mapa do zôo. O lugar é assim mesmo, bem pequeno. Mas você perde tempo em cada atração, pois além de querer aproveitar o tempo com os animais, corre o risco de pegar filas e esperar um bocado. Nós pegamos poucas, coisa de uma ou duas famílias na nossa frente. Em algumas jaulas não havia nenhuma. Veja a seção de dicas, falo a respeito.

A primeira jaula era de um tigre adulto. Luciana estava branca de medo. Num ato de inspiração, puxei da memória a famosa frase de Luxemburgo (não o país, seu metido a cult, a do técnico mesmo), o medo de perder tira a vontade de ganhar. Estava tão empolgado que toquei o foda-se e saí entrando, após uma mulher sair de lá. Só pode um grupo por vez. Luciana nem queria entrar e após muita psicologia, a convenci. Ela não quis chegar perto nem fazer um carinho no bicho, mas já era uma vitória ela estar ali. Então parti pra cima do bicho. Mentira, só fiquei ali perto pra tirar a foto, ainda estava me acostumando. Depois convenci Luciana a tirar uma também, ao menos do lado, sem chegar muito perto.

Os próximos eram os leões marinhos, que lá são chamados de “lobos marinhos”. Havia dois adultos e um filhote lesado, sempre ele. Resolvi comprar comida pra alimentar os bichos. Pois saibam que naquele dia, excepcionalmente, havia uma anta. E era eu. Comprei a comida esperando receber uma ração e, obviamente, recebi um saco de pedaços de peixe cru, com um cheiro horroroso. Só no meu planeta os leões marinhos comem ração. Pois bem, quem tá na chuva é pra se molhar, encarei bravamente a situação e joguei os peixes pros leões marinhos. A ideia era jogar pro filhotinho, mas como disse, ele era lesadão. Jogava perto dele, vinham os pais e mandavam ver, não sobrava nada pro mlk. Parecia até minha irmã quando leva os filhos pra comer sushi. Cansei de fazer boas ações e tratei de lavar minhas mãos 500 vezes pra tirar aquele cheiro horrível.

Aí encontramos um casal de brasileiros muito figuras. Esqueci seus nomes, mas saibam que tornaram nossa viagem muito mais divertida e, se por acaso encontrarem o blog, espero que não liguem por narrarmos vários episódios, hehe. Muito simpáticos conosco, extrovertidos, falaram pelos cotovelos e eu quando encontro gente assim me distraio, começo a bater papo e me esqueço um pouco do passeio. Luciana me lembrou disso e me despedi deles, falando que poderíamos voltar juntos, marcando de nos encontrarmos na saída, às 16h. Ainda eram 13h.

Prosseguimos e na jaula seguinte estavam os filhotes de tigre. Aí Luciana não podia escapar, completei o trabalho psicológico pra ela perder o medo. Afinal, se já não teve medo de se casar comigo, aquilo ali não podia ser nada de mais. Essa era das jaulas mais disputadas e havia duas famílias na frente. Enquanto esperávamos, vimos uma cena curiosa, que nos fez ter certeza de que aqueles animais são dóceis mesmo, nada de dopados. Os animais convivem com cachorros, isso é feito para ajudar a domesticá-los. E eles crescem com esse apego. Um tigre “adolescente” começou a lamber um cachorro que estava deitado. Não dá pra ver muito bem, mas está aí na foto e no vídeo abaixo:

O outro filhote era mais novo e estava morgadão. Isso causa a impressão de estarem dopados, mas os tratadores disseram que os bichos têm hábitos noturnos e são mais ativos de noite. O tratador tira as fotos para nós. Os caras não sabem tirar foto direito, mas tem boa vontade e tiram várias, se você quiser. Ao sair da jaula há um lugar onde você deposita a gorjeta, se quiser. Acho que em casos como esse valem a pena, pois o cara está fazendo mais que a obrigação dele.

Ali estava o tigre adolescente amarradão, ainda lambendo o cachorro. Fiquei preocupado em atrapalhar o lance dele com seu sorvete, digo, cachorro e me arrisquei a fazer um carinho no bicho. Ele fica indiferente. Na foto é possível ver parte do cachorro, pois a palha ficou na frente. Se não der pra ver, clique na foto para ampliá-la. Mas pode acreditar, havia a outra parte, ele permanecia inteiro.

A próxima era a disputada jaula do leão. Luciana só faltou ter um treco, mas entrou. Primeiro você pode alisar um pouco o bicho. Uma mulher antes da gente fez escova no leão, hauhauahuahuahaua. Sem noção, só faltou levar os produtos e fazer uma chapinha. Bem, aproveitei que o leão estava devidamente maquiado e fiz um carinho naquele bicho fashion. Enquanto isso, mais trabalho psicológico pra convencer Luciana. Em seguida, dei mamadeira pro bicho. Vendo que perderia uma oportunidade única, Luciana se animou e resolveu dar também. Olha o linguão do bicho. A língua parece uma lixa.

Havia também uma leoa, que estava totalmente morgada e, a despeito de tudo, só queria saber de dormir. Pensei logo, como as leoas se parecem. A minha também é assim. Identificada, Leociana resolveu fazer um carinho na sua colega, que aparece na foto com a cabeça parecendo que foi colada no photoshop. Mas ela estava, sim, ali no lugar. Acho que a nossa é que não estava, onde já se viu, fazer carinho em leão …

Fomos lavar as mãos, após termos terem sido lambidas pelo leão. Ali perto do banheiro há um belo par de tucanos e outro de araras, doidas pra bicar a cabeça de Luciana. Tivemos uma experiência mais interessante de contato com essas aves no Parque das Aves, em Foz do Iguaçu, recomendadíssimo. Também ali pertinho estava sentado um macacão amarradão coçando o saco. Me identifiquei, como somos parecidos. Mas isso eu acho que você não faz questão de ver.

Fomos atrás do dromedário. Ali estava previsto um passeio rapidinho em cima dele. Foi bem legal, apesar de curto, acho que não dá nem um minuto, uma voltinha numa área de uns 10 x 10, acho. Nunca havia andado nem de cavalo e foi engraçado sentir uns solavancos periódicos, causados pelo andar do bicho. Nada comparado aos que o ônibus 260 te proporciona na viagem até Vila Valqueire, onde moram meus pais, mas valeu.

Enquanto procurávamos pela jaula do urso, vimos mais uma com três tigres adultos. Bateu aquela tensão … mas fomos lá. Dei sorte de pegar a jaula relativamente vazia, depois encheu de gente na fila de espera. Entrou com a gente uma gordinha gringa se cagando de medo, mas mais uma vez a vontade de ganhar superou a de perder e ela, sozinha, encarou fotos com os bichos. Chegou minha vez. Foi meio tenso, pois um dos tigres ficava ali do lado deitado, pertinho da minha cabeça, enquanto eu alimentava o outro. E o terceiro ficava andando pela jaula. Luciana quase desistiu, mas tirou foto também.

Então ouvimos anunciarem pelo auto-falante a visita guiada aos cervos, urso e outros animais. Enquanto esperávamos, vimos essa pata com seus filhotes, com um olhar vigilante que me lembrou o de minha mãe, dona Berenice. Bateu aquela saudade. Vi um episódio que me chocou, um casal se aproximava com um carrinho de bebê e, do nada, um monte de bichos, acho que eram bodes, correram juntos na direção deles. Pensei, fodeu, vão passar por cima e atropelar o carrinho do bebê. Por sorte, desviaram. Provavelmente era a hora da refeição deles e foram correndo, os bichos são muito esfomeados, parecia aquela vinheta da TV colosso “tá na hora de matar a fomeeee, tá na mesa, pessoalll”.

Começou a visita, com comentários sobre os cervos. Meu estoque de piadas sobre tricolores e afins se esgotou e não tenho muito a dizer a respeito dos bichos. Só achamos bem legal ver os animais soltos numa área ampla, se assemelhando a uma floresta. Pouco mais a frente havia um urso, mas ainda não era hora de vê-los de perto. A guia prossegue mostrando uns carros velhos e caídos, não curtimos muito essas coisas. Depois você passa por um lugar onde há mais aves e uns micos e pode jogar um pão velho pra eles, mas nem dão bola. Um galo passa solto e cacareja, dando aquele toque de fazenda ao local. A guia reune os visitantes, é hora de vermos de perto os tão esperados ursos.

Os bichos ficam separados de nós por uma pequena cerca feita do que parece ser arame não-farpado. Pudemos nos aproximar e tivermos oportunidade de alimentá-los também, comprando por 10 pesos algo que parecia marmelada. Já comentei como admiramos esses bichos no zôo de Palermo e aqui eles também dão show. Primeiro, marmelada na boca. Que urso sortudo, Luciana não faz essas coisas comigo, eu tenho que me levantar e pegar tudo. Continuando, note que sempre há um cachorro por perto e os ursos gostam deles também. E os cães não avançam na comida.

Close do tratador fantasiado de urso, digo, do urso. O bicho de pé também é impressionante. Pra que isso ocorra, o tratador dá um ovo a ele, que se estica pra pegar. Os bichos são espertos, pegam o ovo com a boca, colocam no chão, quebram com a pata e lambem o líquido, pra não ter que comer pedaço de casca. Para você receber o ovo para alimentá-los é pré-requisito essencial ter um par de peitos. A mulher que foi antes de mim possuía e o tratador deu um ovo pra ela, embora tenho certeza de que quisesse dar dois (ok, não resisti). Toda a comida que pegam é assim, com jeito, sem avançar esfomeado, então você pode alimentá-lo sem medo. Ao menos esses aí, rs. Quem é contra o zôo pode tentar alimentar um na floresta, depois volte e conte como foi. Só não puxe meu pé de noite.

Um pouco mais afastado está o espaço do elefante. Pouca gente se liga nisso e vai embora sem saber, como o casal que encontramos no início do passeio. Pois bem, o bicho está afastado de você por uma cerca elétrica, ou ele vai embora dali. A sequÊncia de fotos se inicia com você segurando alto, em cada uma das mãos, um pedaço de maçã. Luciana ficou com um pouco de medo, mas é legal, o bicho pega com a tromba a maçã de cada uma das mãos. Note a tentativa dela se abaixar e sair correndo dali, haha. Minha foto saiu escrota, levantei a camisa e apareceu aquela doleira, feia pra caramba, parecia minha cueca vindo na barriga. Poupei vocês dessa cena ridícula e preferi mostrar essa gatinha aí, muito mais charmosa.

Em seguida, você tira uma foto fazendo carinho na tromba do bicho, são as sugestões sacanas dos tratadores. Meu instinto machista me fez ter receio disso, mas já estava numa cidade que tinha casa rosada, micos proctologistas, alimentando tricolores, tive que entrar no clima e procurei me garantir. Luciana jurou que continuaria me amando. Mas é claro que os homens ainda ouvem do tratador aquela piada em bom portunhol – “dessa tromba usted non tem medo, no ?”. Sei que você não perdoará, é o risco que corre o blogueiro. O bicho tem pele bem áspera e fica quieto, provavelmente nem sentem nada. Foi legal ver um de perto, pra ficar melhor só faltava poder andar num deles. Quem sabe na nossa visita à India … not !

A última foto da sequência é um beijo romântico com o elefante sorrindo ao fundo, doido pra dar uma trombada e jogar longe o casal. Quem for solteiro é convidado a tirar fotos beijando o tratador, um gordinho. Beijei com vontade essa gata espetacular e o tratador teve o cuidado de cortar metade da minha cabeça, pra foto não sair muito feia. Tive que agradecê-lo por esse cuidado e nos mandamos dali, pois estava ficando tarde e ainda faltavam alguns animais pra ver.

Ali perto há o espaço dos répteis. Do lado de fora pudemos ver uma iguana. Parecia interessante, mas lá não pode tirar fotos próprias, só as do fotógrafo, por 20 pesos cada. Achamos muito e provavelmente não valia a pena. Seguimos e passamos por uma jaula onde havia o Johnnie, o macaco. O bicho andava por lá que nem gente, mó engraçado, todo marrento. O apelidei de Johnnie Walker. Black Label, é claro. Deixamos Johnnie pra lá e prosseguimos.

Passamos ainda por mais uma jaula de leões, onde presenciamos duas cenas curiosas. Uma era uma leoa em cima do leão, mordendo e chamando a atenção do leão, que tentava dormir. Pareciam nós dois, que romântico. Depois vi em outra jaula um tigre partir pra cima de um cachorro. Pensei na hora, fodeu, vai matar o bicho. Embora o cachorro não estivesse muito a fim de brincadeira, o tigre só estava brincando, como um cachorro costuma brincar com o outro, sabe coé ? Se fosse sério mesmo, teria matado. Foi uma das provas que tivemos de que os bichos são mesmo dóceis.

Por fim, a última jaula do zôo, pois já eram quase 16h. Fomos conhecer os poneis malditos, poneis malditos, lalalalalalalááááá. O bicho só chegava perto se tivesse comida. Orientei Luciana a enganá-los, fechando a mão e fingindo que havia algo. Cruell, muito cruel, eu sei. Malandragem carioca pura. O fiz com medo de os bichos aparecerem um dia saltitando no meio do nada, quando nosso carro enguiçar. Como não tenho carro, encarei. O bicho parece o Justin Bieber, com essa cabeleira doida, só que muito mais bonito.

Já era hora de ir embora e, pra nossa surpresa, encontramos o casal de brasileiros do início do relato. Acho que mesmo os que têm cara de cu e não riram de nada esboçarão ao menos um sorriso. Pode não ser tão engraçado contando, mas na hora eu tive que me segurar pra não rir (muito) de dois episódios protagonizados pelos nossos colegas. O primeiro deles, chegou uma japinha meio estranha, mas que claramente tinha cara de turista, perguntando num “japonol”, espanhol falado pelos japas, se o bilhete que ela comprou para o ônibus era aquele mesmo. A mulher do casal, que nada sabia de espanhol, não entendeu nada e, incomodada, falou “não, não quero isso não, já tenho, gracias, gracias”. Se virou pra gente e soltou a pérola, bem séria: “gente, é impressionante, até aqui esse povo faz comércio”. Hahauahauhauahahu. E a japinha, sem entender porra nenhuma, ficou com a impressão de ter sua dúvida respondida, agradeceu e voltou sorridente po lugar dela.

Chegou nosso ônibus, lotado, como explicarei na seção de dicas. Fomos em pé, com a mulher do casal reclamando de estar sentada. Eu comentei que também era ruim ter que ficar em pé, pois estava recém-operado da vesícula. Vagou um lugar e ela, muito gentil, insistiu que eu sentasse. Recusei educadamente, pois sabia que ela estava precisando mais, eu não sentia nada que justificasse precisar tanto sentar. Vagaram 3 lugares, um do lado dela, que estava do lado direito, e mais dois, do lado esquerdo do ônibus, onde eu e Luciana nos sentamos.

Aí veio o outro episódio. Entrou um coroa e o marido dela cedeu o lugar. O cara começou alucinadamente a puxar papo em espanhol com ela, que não sabia absolutamente nada. No início tentou conversar em portunhol, mas o cara era meio mala e ela não conseguia entendê-lo. Ela perdeu a linha e começou a falar pro coroa, com o auxílio de gestos a cada palavra e um olhar psicótico – “EU NAO ENTENDO VOCÊ”. Mas o coroa estava obstinado e não parava de falar. Começando a se irritar ainda mais, mesmo com o coroa ao lado, disse pro marido falar que o coroa a incomodava. O cara não entendeu, ou se fez de desentendido. Aí ela solta: “fulano, você é burro mesmo, hein ! Fala pra ele que ele está me incomodando !”.

Desesperada, ela perguntou se eu não falava espanhol, pra conversar com o coroa. Me fiz de desentendido e disse que não sabia nada, estava cansado e nem um pouco a fim de fazer social pra um coroa mala, embora eu tenha ficado com pena tanto dela, que realmente estava sendo incomodada, como do coroa, que parecia ter um parafuso a menos, talvez pela idade.

Meia hora depois dois lugares vagaram e o casal conseguiu sentar juntos na nossa frente. Aí o coroa se virou pra trás e começou a chamar outra senhora, que provavelmente entrou no onibus e ficou lá atrás, em pé. Não haviamos visto essa mulher antes e pensamos que o coroa na verdade era mesmo esperto, encheu o saco dela pra ela ficar incomodada, se mandar dali e a outra mulher sentar. Vai saber.

Voltamos a Palermo, ainda passamos rapidinho no Paseo Alcorta, onde há um Carrefour com muitas variedades, para comprarmos alimentos sem leite para Luciana.

Dicas:

– para chegar a Luján há dois modos. Um é o ônibus 57 na Plaza Itália. Você compra o bilhete de ida e volta na barraquinha perto do sinal, da Viação Atlântida. Não deixe de fazer isso, ou terá que desembolsar 10 pesos por pessoa cada trecho em moedas !!! Cuidado ao embarcar, pois há milhares de ônibus no mesmo local com o número 57. Você pegará o “rapido a Luján” via Moreno, quando fomos o ponto era quase do lado da barraquinha. Não deixe de perguntar ao motorista se é o ônibus certo e peça a ele pra te avisar quando chegar, pois o ponto é no meio da estrada e praticamente não há nenhuma placa, só uma minúscula azul, difícil de ver. A viagem levará entre 1h30 e 2h e o ponto, ao menos desse ônibus que pegamos, fica pouco após o primeiro pedágio após a cidade de Moreno. É a única cidade pela qual o ônibus passa até chegar ao zôo, leva uns 10 min dentro dela. Então uns 5 min após o busão sair da cidade de Moreno trate de ir lá falar com o motorista, perguntando se já está perto, pra ele se lembrar de te avisar. É melhor do que confiar na referência, pois vai que muda se você pegar outro ônibus que passe lá.

– a outra opção é uma van da empresa Fabebus. É um pouco mais caro do que o ônibus, mas é mais rápido e confortável. Só que ela parte do Centro, ali no Obelisco. Pra quem está por ali é a melhor opção. Não deixe de já reservar a volta, ou ficará dependendo da disponibilidade. Optamos pelo ônibus, pois já estávamos pertinho da Plaza Itália. Programe-se pra reservar a volta mais ou menos umas 4 a 5h após a ida, que corresponde ao deslocamento pra chegar ao zôo (dizem, por volta de 1h de van) e mais um tempo pra curtir o zôo, nós levamos 3h.

– o ingresso do zôo pra estrangeiros custa 100 pesos, um absurdo, pois aumentou pelo menos 100 %. É foda, pois eles sabem que só dá brasileiro naquele lugar. Aceitam reais, a uma cotação ruim – enquanto na casa de câmbio você trocava, na época, 1 real a 2,30 pesos, lá eles cobram 50 reais, ou seja, 1 real = 2 pesos. Creio que não aceitem cartão de crédito, pois o lugar tem pouca estrutura.

– deixe pra ir durante a semana, de preferência no primeiro dia ensolarado que aparecer. Ir lá com chuva deve ser a maior furada, pois deve ficar cheio de lama com bosta de pato. E fim de semana deve ter tanta gente que provavelmente formam filas pra você entrar na jaula. Também é bom chegar cedo, pelo mesmo motivo. Não volte tarde, pois o ônibus volta lotado à medida que se aproxima o horário de rush, chegando ao ponto de alguns nem pararem. Nós voltamos às 16h e pegamos um cheio, mas que parou direitinho. Na cidade de Moreno ele esvazia.

Anúncios
Esse post foi publicado em 1.6 - Buenos Aires dia 5. Bookmark o link permanente.

6 respostas para Luján, uma experiência única com os animais

  1. lilian disse:

    Lamentável uma pessoa esclarecida ir a zoológicos. Dopados dia e noite, os animais e vc!

    • luademochila disse:

      Oi Lilian. Ainda não tive esse esclarecimento, até onde eu sei não há prova de que os animais são dopados. Até mesmo porque gostaria de saber como um leão dopado consegue sobreviver 20 anos sendo dopado todos os dias, você consegue explicar? Abraços.

  2. João Silveiro disse:

    Realmente, lua.
    Uma pessoa que viaja o mundo, passa por diversas experiência, acreditar que todos animais têm “hábito noturno”. Ademais, animais selvagens são selvagens, não deveriam ficar enjaulados, provavelmente eles não têm o sentimento de felicidade que nós temos, mas não estão “no seu lugar”. Provavelmente vão sobrevevir, com diversas sequelas físicas e comportamentais. Enquanto isso, nós brasileiros(90% do público do parque) enriquecemos esses bandidos, para colocar a mão em um animal selvagem com drogas depressoras do sistema nervoso central. VIVA

  3. Vale a pena?
    Hoje o preço pra estrangeiros está em 300 pesos!!!
    Estava pensando em ir mas com esse precinho não me agradei!

    • luademochila disse:

      Olha, esse lance de valer a pena ou não depende demais do que cada um espera de sua viagem. Para nós, foi algo imperdível, mas há os críticos, como você pode ver nos comentários. Todas as opiniões são válidas. Com relação ao preço, é caro como todas as coisas muito disputadas por turistas são, infelizmente. Não sei como está a cotação do peso hoje, mas na época para nós valeu o ingresso.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s