Delta do Tigre, um passeio dispensável

Último dia em Buenos Aires. Não havia muito mais nada de diferente que poderíamos fazer, já feitas as ressalvas sobre Caminito, La Boca e San Telmo, nos posts anteriores. Como sobrou tempo, resolvemos fazer o polêmico passeio do Delta do Tigre. Polêmico, pois há os que gostam e os que não gostam, embora eu tenha a impressão de que os relatos negativos são maioria.

Era necessário acordar não muito tarde, pois ainda precisaríamos nos deslocar até lá. A ideia era fazer o roteiro clássico do turistão independente, ir até a estação de Retiro e, de lá, pegar um trem até a estação do Trem de la Costa, que te leva à cidade de Tigre.

Estávamos em Palermo, de modo que ainda precisávamos ir até Retiro. Pegamos o bom e velho 93 e lá saltamos. Já na estação, é só prestar atenção no guichê que vende a passagem até Mitre. Compramos só ida. Embarcamos no trem da plataforma que era mostrada no painel, cujo destino final era justamente Mitre. O trem é bom, havia muitos lugares e com forte ar condicionado, no padrão dos novos trens que chegaram no Rio de Janeiro. Creio que com 20, 30 minutos de viagem chegamos ao nosso destino.

Saindo do trem, você caminha em direção à saída, até ver do seu lado direito uma escada rolante. Subimos e passamos no meio de um corredor cheio de lojas de antiguidades, até avistarmos a bilheteria do Trem de La Costa. Não é baratinho e o preço para estrangeiros é mais caro, foi algo em torno de 16 pesos, acho, umas 10 vezes mais que os trens normais. É possível ir de trem normal direto pra Tigre, segundo apurei, mas optamos pelo Trem de la Costa por ser um trem turístico e supostamente ser uma viagem especial, com diferencial. O ingresso te dá direito a parar em qualquer estação, passear e voltar, o que é bem interessante. Uma das estações mais famosas é a de San Isidro, localidade que, dizem, tem casas muito bonitas e uma bela catedral.

Não achamos a viagem nada de mais, embora seja bonitinha. Optamos por não parar em San Isidro, já estávamos cansados de andar demais. Saltamos no ponto final, a Estação de la Costa, onde se pode avistar o Parque de La Costa e o Cassino Trilenium. Nenhum dos dois era nosso objetivo. Olhamos pra um lado, pro outro e nada de barcos, nem de rio. Paramos por um momento como baratas tontas e resolvi perguntar num quiosque de informação turística. Uma mulher explicou as opções de passeio de barco – barco privado, caríssimo, catamarã, que é um barco maior, compartilhado, e os colectivos, barcos compartilhados menores que vão a destinos específicos, ou seja, não fazem um tour pelo rio. Como já era tarde e não queríamos demorar muito, optamos pelo catamarã, cuja viagem demora entre 40 min e 2h, dependend do que você escolher e estiver disponível.

Pedimos indicação para onde deveríamos seguir e ouvimos a seguinte explicação: siga em frente e, ao passar duas quadras, vire a direita, depois esquerda. Ok, lá fomos nós, andando tangenciando a linha do trem, esperando as tais quadras. Porra, onde estava a tal quadra, se de um lado era a linha do trem e do outro, o cassino seguido por uma longa faixa de casas lado a lado ? Tentamos seguir mais ou menos a indicação da mulezinha, atravessamos a linha do trem por um caminho e me lembrei que eu tinha um mapa. Foi nossa sorte, pela indicação dela daríamos uma volta absurda e provavelmente não chegaríamos no destino sem perguntar novamente. Olhei o nome das ruas e busquei me orientar do meu próprio jeito, embora fosse um mapa artístico, sem muita precisão de ruas.

Chegamos ao destino, a estação fluvial e vimos como teria sido fácil chegar lá. Era só a mulher sem noção dizer que deveríamos ir pelo outro lado até avistar o rio (muuuito pertinho dali), depois segui-lo na direção oposta pela Av. Mitre até avistarmos a estação. Pois na estação houve mais confusão. Mal sabíamos aonde deveríamos nos dirigir, tem uma porrada de barraquinhas vendendo tudo quanto é tipo de serviço. Até avistamos inicialmente, do outro lado do rio, uma placa indicando que os catamarãs partiam dali, mas ainda não estávamos certos de qual serviço era mais jogo pegar. Já com fome, paramos num Mc Donald’s e comemos um péssimo hamburguer mal preparado. Depois descobrimos que perto dali também tem um Burguer King.

Após alguma confusão, resolvi criar coragem e perguntar, pois normalmente evito essas coisas. O carinha nos disse que era lá do outro lado mesmo. Atravessamos uma ponte e vimos um catamarã partindo, pqp. Na bilheteria o sujeito avisou que a próxima partida era às 16h e que só havia o catamarã de 40 minutos. Nossa ideia era pegar a solução intermediária, de 1h, mas não estávamos dispostos a esperar. Vi que não tinha pesos suficientes e que aqueles putos não aceitam nada mais, dolar, real, cartão, nada. Por sorte havia um Banco de la Nacion ali perto e ainda estava aberto, lá fomos trocar grana suficiente. Compramos o bilhete e esperamos um tempão, pois ainda eram 15h.

Começou o passeio. Tivemos a certeza de que a voz do povo é a voz de deus, é mesmo uma merda. O mais legalzinho é a vista do Parque de la Costa do lado direito, depois é só mato e algumas casas, que ficam ali nas margens. Parece que o povo de Buenos Aires tem umas casas de veraneio por ali. PQP, que lugar, uma agua barrenta e nada pra fazer. Não é à toa que o povo de lá tem fama de mal humorado, não tem uma praia pra se divertir. Após 40 min de tédio, voltamos. Se fosse mais do que isso teria me atirado naquelas aguas feias. Só salvou um pouco as silhuetas formadas pela luz do início do pôr do sol, que talvez tenha sido bonito. Ainda faltava muito pra conferir, pois eram quase 17h.

Resolvi voltar de uma forma diferente. Havia pesquisado um ônibus que nos deixaria quase em frente ao hotel, se não me engano era o 62. Fomos sentados, ponto positivo. Foda é que é uma viagem interminável, leva um tempão, acho que pelo menos 2h … pois é um cata mendigo, fica parando toda hora, irrita muito. Finalmente chegamos no ap e fomos dormir, cansadíssimos desse passeio dispensável.

Dicas:

– não gosto de dizer para as pessoas o que elas devem ou não fazer, então é com você se prefere ter a experiÊncia de conhecer Tigre. Se pesquisar pela internet, achará relatos positivos e o modo como tornar o passeio mais agradável. Eu fiz o possível e pra mim não valeu a pena. Mas o que posso recomendar é só fazê-lo se tiver tempo sobrando. É um crime ir a Tigre com 4 dias ou menos em Buenos Aires, há coisa melhor a se fazer.

– pesquise bem como ir, as opções são muitas. Parece que por agência é bem caro, não creio que valha a pena. E não foi difícil chegar lá, só é cansativo. Vá com um mapa já com tudo certinho o que fazer e não se esqueça, leve pesos suficientes. Na época em que fomos, custavam 100 pesos o de 40min, 110 o de 1h e 150 o de duas, algo assim. Acho pouco provável que o passeio de 2h tenha algum atrativo especial, a paisagem é muito repetitiva e conheço uma pessoa que falou que não aguentava mais.

– se tiver bala na agulha, sem medo de gastar, ou estiver num grupo numeroso, que possa rachar os custos, talvez alugar um barco privado seja a melhor opção. Alguns rios menores cortam o canal principal e parecem mais interessantes de serem explorados, coisa que o catamarã não faz. Sem falar que você adapta o roteiro, passa só onde houver algo diferente.

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42 respostas para Delta do Tigre, um passeio dispensável

  1. Cris disse:

    Nunca vi um blog de viagem tão mal hunorado….ir pra Argentina comer no Mac donalds, é melhor ficar em casa, a grande atracão de buenos Aires é sua culinária deliciosa…..pena que vc nao aproveitou a viagem…..taxi é o melhor meio de transporte lá e nao metro.

    • luademochila disse:

      Oi, Cris. Engraçado, você é a primeira a dizer isso. Sempre recebo comentários falando o contrário. Mas fazer o que, nem Jesus agradou a todos e o principal propósito do blog é um registro fiel do que passamos. Falo dos bons e maus momentos. E de Buenos Aires em particular eu elogiei muito mais do que critiquei pelo simples fato de que gostamos muito de lá.

      Quanto à culinária de Buenos Aires ser “deliciosa”, bem, gosto é gosto. Eu prefiro picanha com sal. Mas se você leu o post de Puerto Madero (o que acredito não ter lido, já que generalizou o blog inteiro por um post que leu), verá que elogiamos bastante a comida de lá. Pena que foi exceção. Nós fomos no Mc Donald’s em Tigre porque estávamos com pouco tempo, mas não tenho nada contra fast-food. Viajamos em primeiro lugar para conhecer as atrações e o povo local. Culinária hoje em dia está mais globalizada do que nunca … é possível que o prato que você tanto elogiou em Buenos Aires ter sido preparado por um chef brasileiro. Não é à toa que nossos chefs estão entre os melhores do mundo.

      Quanto ao taxi ser o melhor meio de transporte, você está redondamente enganada. É de Buenos Aires mesmo que você está falando ? Golpes com notas falsas, taxímetros adulterados, a lista de reclamações é enorme … me parece que foi você quem não conheceu direito a cidade, ainda mais ao falar que o melhor de Buenos Aires é um prato de comida … temos conceitos muito diferentes do que é aproveitar uma viagem. Deixa eu adivinhar, você foi pela CVC ?

      Bem, é isso, viva à diversidade de opiniões.

      Abraços.

      PS: pegamos táxi e não tivemos problemas, mas sei que apenas tivemos sorte.

      PS2: Tigre não fica em Buenos Aires, cuidado para não pegar o ônibus errado 🙂

      • livia disse:

        eu não gostei do tempero de buenos..a carne nada demais e o arroz horriiivel!!!! acho que não botam sal nem alho…sei lá..acho que só botam água pra cozinhar…isso em vários restaurantes diferentes….a comida no Chile é muuuuito mais saborosa!!

      • luademochila disse:

        Oi, Livia. Pois é, nós estamos acostumados com a excelente culinária brasileira e fica difícil aceitar algo mal preparado (e ainda pagar caro, não pagamos nada barato por lá). Também gostamos mais da comida do Chile, comemos uns peixes bem gostosos por lá.

  2. Rossana Villaça disse:

    Tudo é relativo, opinião individual..óbvio! B Aires está em crise…em uma grave crise econômica, o que necessariamente reflete em tudo! Vou a B Aires há cinco anos e nesse ano de 2012 já estive umas 7 vezes- inclusive estou em B Aires. Tudo que foi dito é verdadeiro, mas na minha opinião existem lugares incríveis para comer, vinhos deliciosos para tomar e passeios imperdíveis…ou seja..tudo é uma questão de onde vc vai! Sinto um gde tristeza em ver o país na condição atual, mas ainda assim para mim B Aire tem mt coisas legal para fazer!

    • luademochila disse:

      Oi, Rossana. É verdade, não tem como não levar isso em consideração. Não duvido de que há bons lugares para comer, tanto é que o bife de chorizo que comemos no Madero Tango foi maravilhoso ! Mas com a crise, os bons cozinheiros ficam desempregados, se economiza nos ingredientes, fica mais difícil ter boas experiências gastronômicas.

      Apesar de todos os problemas, gostamos muito de Buenos Aires ! Acho que isso ficou refletido no que escrevi no blog, apesar de a Cris, nos comentários, ter generalizado tudo que escrevi por este post. Muito provavelmente voltaremos um dia.

      Abraços.

  3. Fernando disse:

    O arroz é sem sal simplesmente porque não existe arroz como o nosso aqui na Argentina. O arroz que eles “adaptam” para atender aos brasileiros é o arroz de salada deles. O único jeito que eles comem arroz aqui em BAires é como salada e, sim, é feito sem alho e sem sal, porque a pessoa é que deve temperar.
    É uma adaptação, gente. Não adianta sair do Brasil querendo comer as coisas e os temperos que você come no Brasil. Mente aberta para novas culturas é importante…
    O lance dos chefs brasileiros aqui não tem muito não (talvez pelo fato do país estar em crise, etc), mas tem bastante peruanos, que tem a culinária muito rica também. Já comeram um ceviche daqui?? Recomendadíssimo!!

    Achei seu post um pouco mau humorado também, mas honesto. Concordo com quase tudo que você disse. O Tigre realmente não é um passeio que valha a pena se vc estiver em uma viagem turística em BAires. Eu que vivo aqui há um bom tempo ainda torço o nariz quando tenho que ir lá. Mas se você tiver por aqui num domingão, sem nada pra fazer e sem muitas pretensões, aí rola…

    É um passeio bem simples. Eu nunca incluiria num roteiro turístico justamente porque um roteiro turístico te agrega muitas espectativas, mas se for sem esperar grande coisa, pra passar uma tarde diferente, por explo (tendo muito tempo sobrando, claro), vale a pena.

    Abcs

    Fernando

    • luademochila disse:

      Oi, Fernando. Não concordo que seja questão de se adaptar a outras culturas. No nordeste por exemplo há arroz de todos os tipos, muito diferente de tudo que já comi no Rio de Janeiro. Gostei de todos, inclusive dos mais variados tipos de feijão. A diferença é que há tempero. Isso é tão importante que as pessoas já usam a expressão “sem tempero” ou “sem sal” como metonímia, para dizer que algo está sem graça. E é difícil qualquer tempero adicionado posteriormente no arroz substituir aquele colocado no preparo. Mas é aquela coisa, gosto é gosto, cada um tem o seu.

      Com relação ao post, o blog como um todo é narrado em primeira pessoa, ou seja, é de opinião. E por questões de estilo e de propósito, são opiniões fortes, muitas vezes puxadas para o humor (bom e mau) para não haver dúvidas no futuro, quando a memória começar a falhar, do que achamos dos lugares que visitamos. Não há como fugir disso, a menos que o foco fosse outro. Mas o espaço aqui é democrático e críticas são bem vindas, especialmente se ponderadas e feitas com educação, como você fez.

      Abraços.

  4. Fernando disse:

    Olá, casal! É o Fernando de novo.

    Só queria dizer que talvez eu tenha me expressado mal. Não achei o post, em si, de mau humor. Não foi exatamente isso que eu quis dizer (apesar de ter escrito hehe). Eu só fiquei com a impressão de que vocês tiveram uma tarde ruim e, pela resposta que deram ao primeiro comentário (comentário este bem infeliz, diga-se de passagem), me pareceu que estivessem de mau humor. Mas tranquilo. O blog é muito 10. Eu, particularmente, não conhecia, mas agora já o agreguei aos favoritos.

    Sobre a questão do arroz (para encerrar o tema sem discussões hehe): é sem tempero mesmo e eu também não gosto. Mas tem uma explicação que muita gente não sabe: eles não fazem e nem comem o arroz como nós.
    No nordeste tem todo tipo de arroz porque lá eles comem assim. Aqui não, eles só comem arroz na salada, preparado sem tempero nenhum, só cozinhando o arroz na água e deixando ele esfriar depois.
    O que eu quis dizer é que, com a crescente quantidade de turistas brasileiros, eles tentam adaptar o arroz de salada deles ao nosso paladar. Mas sem sucesso, porque, além do arroz, o modo de preparar também é diferente. Não refogam nada e não colocam tempero nenhum.
    Aí nós vemos aquele arroz branquinho na mesa, criamos uma espectativa de comer um arrozinho gostoso e bem feito e quando damos a primeira garfada nos decepcionamos! Sempre passa isso comigo aqui.. rsrs

    Enfim, é isso. Um abraço e continuem com o blog que é show! =)

    Fernando

    • luademochila disse:

      Oi, Fernando. Que bom que gostou do blog.

      Não chegou a ser uma tarde ruim, ruim. Só foi muito aquém das demais que passamos em BsAs. Mas a resposta ao comentário foi assim mais porque fizeram uma coisa que me deixa puto – julgar e generalizar o que não conhece. É daí que nasce o preconceito. A pessoa diz que o blog (sic) é “mal-humorado”. Ora, acho que estou mais para bobo alegre. Faço piada em praticamente todos os posts, inclusive comigo mesmo. Mas é claro que essa pessoa não leu o resto do blog, sequer deve ter lido todo o post que criticou. Vou além – como disse, sequer visitou direito a cidade que comentou, pelos contra-argumentos que utilizou. Ainda assim, tomo o tempo e aprovo todos os comentários, sem editá-los, me limitando a dar minha réplica.

      Pois é, o arroz foi um exemplo, mas achei a comida como um todo sem tempero, principalmente a carne. E olha que foi um dos lugares em que mais comemos em restaurantes de todas as nossas viagens. Mas houve exceções em relação à comida, como o excelente bife de chorizo que comemos no Tango Madero. Possivelmente o melhor que já comemos. Ás vezes penso se isso não tem uma outra explicação – a crise econômica, que afugenta os melhores profissionais da culinária e cortam custos em coisas importantes. Ainda bem que ao menos o sorvete continua se salvando, hehe. Saudades do Freddo e do outro que provamos.

      Abraços.

  5. Decidido! Não vou.

    Excelente blog. Gostei bastante.

  6. cleyber disse:

    Tava planejando ir, ma is com seu post dxei pre a lá…rsrsrs

    • luademochila disse:

      rs, Cleyber. Falo pra você o mesmo que eu disse para o Marcelo – se tiver tempo sobrando, vá. Gosto não se discute, tem gente que gosta. Mas, se estiver com pouco tempo, é melhor mesmo deixar pra lá. Minha opinião bate com o da maioria que vi nos fóruns, Tigre mais decepciona do que agrada.

      Abraços.

  7. Higor disse:

    Oi pessoal. Parabéns pelo blog!
    O post sobre Tigre, não difere quase nada de outros posts que li em outros blogs.
    Estou indo a B. Aires semana que vem pela 1º vez e com um grupo de amigos. W
    Estamos querendo ir a Tigre, mas para curtir o parque de diversões.
    Vale a pena?

    Abraços

  8. Juliana disse:

    Gostei do blog! Acho que vc tem toda razão! Este é um local para exposição de opiniões. Infelizmente quem curtiu muito tal passeio, ou tinha grande interesse em fazê-lo futuramente pode ter ficado um pouco decepcionado(a) com a clareza de seus relatos. As pessoas gostam da fantasia e do “pavão enfeitado” , do sonho e tem toda aquela expectativa que antecede. Essa foi a sua experiência , relatada, ponto. A minha e de outras pessoas certamente poderia ter sido mais ou menos feliz. Também acho que você ficou “puto” ( hehehehehe) com a resposta da menina lá do primeiro comentário e pegou um pouco pesadinho, ( “hehehehe” de novo). Enfim, blog é isso. Tem gente para elogiar e criticar. Então …Relaxe! Fui a BA e achei uma viagem bacana, nada além,nada incrível.Gostei muito do blog e da sua transparência! Boa sorte e continue escrevendo que a gente acompanha daqui! Beijão e … SUERTE!!!! =D

    • luademochila disse:

      Oi, Juliana. Que bom que gostou do blog. Não tenho problemas com críticas ao texto, tanto é que é um relato aberto, convidativo à participação – aprovo e respondo todos os comentários, seja das pessoas legais, seja dos malas, hehe. Todos ganham atenção e cada um tem a resposta que merece, de acordo com o que escreve – dúvidas, elogios, críticas construtivas e as destrutivas são respondidas proporcionalmente.

      Queria ter mais viagens internacionais para escrever, mas é bem provável que eu e minha esposa não consigamos tirar férias juntos nesse ano. Mas já consegui reservar Aruba e Curaçao para o recesso de fim de ano, assim o blog volta a ficar mais movimentado.

      Abraços !

  9. deboraborgs disse:

    Gostei mto do blog, não achei seu relato ‘mal humorado’, achei enfático…direto…talvez quando lemos relatos escritos assim temos a má impressão de que foram ‘desabafos’ nervosos de um dia não aproveitado ou algo assim…mas confesso que não ‘enxerguei’ dessa forma, gostei do seu jeito bem objetivo de dividir sua opinião com nós leitores e deixar que nós decidamos sobre o passeio; que tb achei desnecessário em minha ida a BsAs…Qto ao quesito ‘comer bem’ confesso que fui surpreendida todas as vezes que estive lá…e gostaria que tivessem tido as mesmas experiências que eu…teriam adorado! Comi mto bem em quase todos os lugares que fui…GRAN BAR DANZON, ASIA DE CUBA, IL MATTERELLO, SANJUANINO, A MANGER…como tb aproveitei os fast foods qdo necessários, lógico!!!! ABraços…e continuarei visitando a pagina, sempre!

    • luademochila disse:

      Oi, Debora. Obrigado pela participação. Pois é, quem se expressa está sujeito a todo tipo de retorno. Eu prefiro algum retorno do que nenhum, por isso aprovo e respondo todos os comentários (aos quais também me reservo o direito de concordar ou discordar, conforme o caso). Quanto a comer bem, uma pena que não tenha pego essas dicas antes. Mas a culpa também foi minha. Ou pesquiso com antecedência as boas dicas e, na hora, fico com preguiça de ir nos lugares bons (na viagem à Europa foi assim, acabamos parando no primeiro lugar quando a fome bateu), ou, no caso de BsAs, escolhemos aleatoriamente. Aí a margem pro azar não é pouca. Mas, como disse nos outros comentários, isso não apagou o brilho da viagem. Gostamos muito da cidade e pretendemos voltar, só espero que a situação do país esteja um pouco melhor. Por fim, não sou supermercado, mas vale o slogan deles – volte sempre ! Abraços !

  10. Tuca disse:

    Olha…. acho que vc realmente tem problemas prá entender o que é viajar, sabe? A idéia não é encontrar o arroz com feijão de casa, porque isso – além de drogas como McDonald’s e Burguer King – a gente tem aqui na esquina. E vc foi ao Tigre bem despreparado – nem pesos tinha, quando o mínimo que se espera num lugar de veraneio DOMÉSTICO (e, portanto, erguido ao gosto ARGENTINO) é que se tenham alguns trocados no bolso na moeda deles. Pegou o Trem da Costa, mas tb não utilizou os benefícios dele, Enfim, eu tenho muito apreço por blogs de viagem – mas vc já foi com o pé atrás. Desse jeito, nunca vai se divertir; deixe a turra masculina de nunca querer perguntar em casa. E, claro, só me despertou ainda mais a vontade de visitar o lugar, que é a única atração da qual nunca desfrutei por Buenos Aires – que, aliás, dá um nó nas cidades turísticas brasileiras. Inclusive o Rio de Janeiro, que eu AMO DE PAIXÃO, mas reconheço que precisa ir à escola por muito tempo ainda para ser um destino turístico de primeira linha. Enfim, me preocupou mais o desperdício de oportunidades que o seu humor. RELAXA!!!! Dê lugar ao acaso, reserve tempo para se perder nos lugares, converse com as pessoas – nem que for só prá perguntar mesmo -, mas, antes, prepare-se com informações que reduzam o estresse e se joga!

    • luademochila disse:

      Oi, Tuca. Bem, eu diria o mesmo para você – RELAXA !!! Acho que você ficou tenso(a) demais com uma coisa boba, que é a descrição de uma experiência de alguém em um lugar. Não sei se você leu o resto do blog, mas se leu, percebeu que aqui o propósito é um fiel relato de viagem para nós mesmos, registrando inclusive o humor daquele momento sem cuidados politicamente corretos. Faço várias brincadeiras no blog, inclusive algumas auto-depreciativas, tento passar um pouco do que senti em relação aos lugares que conhecemos. Depois de um tempo, até os perrengues ficam engraçados e dão saudades. Só deixo o blog aberto porque minha filosofia é o compartilhamento das informações que interessarem aos outros. Quem não gostou, não é obrigado a ler …

      Outra coisa, depois você me passa esse manual onde está escrito “como é viajar”. Até onde sei, as pessoas comem o que quiserem, onde quiserem, do jeito que puderem. Nesse passeio, fomos ao Mc Donald’s porque já estávamos com pouco dinheiro e comentei que o hamburguer estava mal preparado. Um mero comentário, só isso, registro do que aconteceu. Falei mal sim da comida de Buenos Aires, mas em outros posts e foi da comida dos restaurantes que fomos. É muito chato esse papo de apontar o dedo na cara do outro e dizer como ele deveria fazer as coisas, um verdadeiro dono da razão … (note que na seção de dicas eu frisei que não gosto de dizer aos outros o que elas devem ou não fazer). As pessoas viajam como bem entenderem e tenho bastante sucesso na forma como viajo, sendo reconhecidamente um dos membros mais prestativos do Fórum Mochileiros. Se sua forma é diferente, parabéns ! Faça o seu próprio blog e conte sua visão.

      Nós andamos com pesos argentinos por toda parte, mas o Delta do Tigre foi o último dia de viagem e os pesos acabaram rapidamente, graças à inflação galopante que vive a Argentina. Hoje, o peso de um dia para o outro já perde valor. Em todos os lugares turísticos por onde passamos aceitaram dólares justamente porque o dólar preserva o poder de compra, mas no caso específico do Delta do Tigre, pararam no tempo.

      Quanto a se divertir, bem, se você largasse seus preconceitos e tivesse lido o restante do blog, teria visto que nos divertimos muito em Buenos Aires, destino em que ficamos uma semana. Só falei mal especificamente do Delta, ninguém é obrigado a gostar de tudo …

      Não especifiquei no texto, mas eu evito perguntar apenas aquilo que deveria ser óbvio. Não gosto de incomodar os outros à toa. Novamente, se você leu o restante do blog, percebeu isso. Interajo muito com as pessoas e gasto um bom tempo conversando com elas, mas no caso específico de Tigre de cara já nos deram informação errada e tudo é mal explicado. Foi um dos poucos lugares no mundo em que vimos tanto amadorismo no trato com o turista.

      Por fim, acho que você fala do que não conhece, ao passo que eu falei do que conheci. Talvez você conheça um dia e se decepcione ainda mais do que nós, mas não vale vir aqui dizer que foi tudo uma maravilha por puro orgulho …

      Abraços.

  11. Marcio disse:

    Só tenho uma coisa a dizer, eu não tenho cultura e não sei fazer blog, da próxima vez que for viajar vou tentar aprender com você.

  12. Mari Rocha disse:

    Conheci Tigre e achei uma delícia. Tinha gente de várias partes do mundo mas não vi ninguém reclamando desse jeito. Realmente a água é turva e os barcos menores eram mais caros, porém nos catamarãs como são maiores na parte superior vc tem uma visão bem melhor, o preço é mais em conta e vc interage mais com outras pessoas. Achei umas lojinhas cujos preços eram muito mais baratos que em Buenos Ayres. Demos a volta no rio de catamarã tomando uma cerveja geladissima e conhecendo muita gente legal. Acho q se alguém estiver de bobeira em BsAs deveria dar uma esticadinha e tirar suas conclusões de acordo com suas experiências. Ah e se encontrar argentinos mau humorados releve e continue curtindo seu passeio 🙂

    • luademochila disse:

      Olá, Mari. Também não vi ninguém reclamando desse jeito e nem nós reclamamos enquanto estivemos lá, aproveitamos o que foi possível. Esse é o tipo de coisa que a gente deixa para fazer depois da viagem, na intimidade do nosso lar, como eu fiz.

      Concordamos numa coisa, quem estiver de bobeira deve ver com seus próprios olhos e tirar conclusões, essa observação eu me lembro de ter feito no relato. Apenas não recomendaria o passeio a um amigo se ele estivesse com pouco tempo, pois Buenos Aires certamente tem passeios muito mais interessantes. Se você chegar a ler os outros posts, verá que passamos 7 dias na cidade e fomos muito felizes por lá.

      Abs.

  13. Angelica disse:

    Cata mendigo é ótimo! Rsrs

  14. felipe bern disse:

    Estou indo pela 10ª vez à Buenos Aires, no dia 17 de fevereiro de 2014. Toda viagem tem seus dissabores. Conheço bem os problemas de lá, mas procuro me divertir assim mesmo. Por outro lado, quem vem ao Brasil encontra o que ? lixo nas ruas, assaltos, mendigos, craquentos, taxistas espertos, cultura do jeitinho e da vantagem. Logo, não podemos criticar os argentinos se aqui também é quinto mundo. Não passamos de um Paraguai um pouco melhorado, isso que Assunção é maravilhosa. Aconselho a curtir as coisas boas, os bons shows de tango, o teatro Colon, Palermo e a infinidade de bons restaurantes, fora as compras básicas, que são muito boas.

    • luademochila disse:

      Oi, Felipe. De fato, temos também nossos problemas, o que não impede alguém de se indignar com isso. Não é porque no Brasil há taxista “esperto”, assaltantes e tudo mais que eu vá me conformar com isso em outro lugar. Não sou taxista, não levo vantagem sobre os outros, não assalto ninguém. Então reclamo disso lá e por aqui também.

      Masss nós curtimos sim as coisas boas. Se você ler os outros posts, verá que fomos muito felizes em Buenos Aires. Adoramos Palermo, o show de Tango e muito mais. E se não fosse o caso, a crítica seria igualmente válida. Ninguém é obrigado a gostar de um lugar, são só impressões de uma viagem.

      Abs!

  15. Bruno disse:

    Sensacional seu blog e suas respostas. Li tudo. Ainda bem que li antes de arriscar o “famoso” Delta e não me arrependo. Muito obrigado por todas as dicas do blog.

  16. alvaro disse:

    Topico sem nocao. Tigre um dos mais belos passeios de ba. Passeio indispensavel. Mas tem gente que so sabe botar defeito em tudo. Pior e que outros podem ser influenciados de maneira negativa

    • luademochila disse:

      Pois é, Alvaro, cada um tem a sua opinião, ninguém adora ou odeia tudo. A diferença entre nós é que eu exponho a minha, mas recomendo que a pessoa tire suas próprias conclusões (leia a seção de “dicas”, ao final do relato), enquanto você assume que o que você pensa é sempre o melhor para o universo.

      Abs.

  17. Ribamar de Souza Petreluzzi disse:

    Bando de gente idiota que fica discutindo em blog, vai pros quintos todo mundo e larga de frescura, gosto é que nem Cú cada um tem o seu.

  18. Denise Coelho disse:

    Mas gente, estive no Delta do Tigre semana passada e estou encantada! O sol se refletindo na água foi umas das cenas mais lindas que já vi! Questão de gosto mesmo não é? E olhe que sou do Rio de Janeiro, portanto acho que entendo um pouquinho de belezas naturais!

    • luademochila disse:

      Oi, Denise. Que bom que gostou! É isso aí, cada um compartilhando suas impressões. Acabamos de voltar de mais uma viagem e vimos muitos outros passeios de barco legais, fica difícil sentir saudades do Delta do Tigre. Abs!

  19. Quando voltar lá, faz um tour gastronômico pela Villa Crespo, vale muito a pena e não é bairro turístico como Palermo, que nos trata tão mal e oferece coisa ruim pra comer!
    Ali sim vale a pena! Tem uns bistrôs e cafés muuuuuito charmosos e deliciosos como o Café Crespin e um boteco vintage como o Salgado.
    Há um vegetariano chamado Almacén Purista que não lhe deixa sentir falta de carne. Tudo muito bom! vale a pena!
    Gostei do que escreveu, estava em dúvida sobre ir ou não a Tigre, mas acho que vou por conta do período de viagem que é bem longo e nunca me perdoei por não ter tentado nas outras duas viagens que fiz a BAires, sempre acho melhor esticar pra Colónia ou vazar pra Mendoza.

    • luademochila disse:

      Também ouvi falar bem da Villa Crespo, vou anotar a dica para uma próxima viagem. Palermo nós curtimos o bairro, só não demos sorte com a comida. Ainda assim, voltaria para lá.

      Acho que se a viagem é longa, vale a pena ver com seus próprios olhos como é, tem gente que gosta. Infelizmente não foi o nosso caso. Mendoza tenho muita vontade de conhecer, já está na lista.

      Abs.

  20. AnaCristina disse:

    Acabamos de chegar de Buenos Aires…maganífico passeio…adorei a parte arquitetônica da cidade, fomo em praticamente todos os pontos turísticos da cidade…ficamos em um apart hotel que era um ponto estratégico para todos os lugares que íamos. Andamos de taxi só do aeroporto ao hotel e vice-versa e até o caminito, de ônibus duas vezes apenas e super fácil, o resto foi a pé mesmo. Eu e meu marido adoramos tudo, passeio no Delta del Tigre pagamos uma agência lá e fomos de micro-ônibus, adoramos o passeio, muito lindo. A culinária de Buenos Aires, gostei e realmente é diferente da nossa e não tem que ser igual é lógico. A comida que é praticamente sem sal eu colocava, a carne eu pedia pra ser bem passada e é lógico não fui lá para comer em Mc Donald’s e nem coisa parecida porque isso faço aqui…emfim…show de tango, culinária, parte arquitetônica, os atendimentos dos argentinos para nós tudo muito bom…gastamos em cerca de 100 dólares por dia…não temos o que reclamar.

    • luademochila disse:

      Oi, Ana Cristina. Que bom que gostou de Buenos Aires. Nós também gostamos muito e ficamos uma semana por lá, como você pode ver nos outros posts. Só de Tigre que não gostamos. Já estivemos em mais de 50 cidades pelo mundo em 16 países diferentes e lá é uma das piores que conhecemos.

      Também comemos bem em alguns lugares. No caso do Tigre, era final da viagem e o Mc Donald’s era a opção que poderíamos pagar.

      Abs.

  21. Joana disse:

    Obrigada pela sinceridade. Tínhamos reservado um dia para fazer esse passeio, mas agora vejo que não é tão legal assim, e estou pensando em trocar por Colonia do Sacramento, ou mesmo por aproveitar mais Buenos Aires! Abraço.

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