Dicas gerais

Compilação das dicas que postei no Forum Mochileiros sobre a nossa viagem:

Dicas de Lisboa:

– Procure se hospedar perto do centro histórico e de uma estação de metrô. O táxi até lá não é tão caro. Fica mais caro ficar perto do aeroporto, como eu fiquei, pois a área não é considerada Lisboa. A cidade é das mais baratas da Europa pra se comer e se hospedar.

– Não pense que você está seguro de “falar português”. O português de lá é quase uma língua à parte e há várias palavras que possuem significados diferentes. Compre um guia de turismo de lá, geralmente no final vem uma parte destacando estas diferenças.

– tanto o transporte público quanto o taxi são baratos. Os ônibus e metrôs são bem conservados e respeitam horários, recomendo imprimir o mapa do metrô e os horários e pontos das linhas de ônibus que irá usar. Você os consegue no site http://www.carris.pt

Dicas de Veneza:

– nunca se esqueça de validar seus bilhetes, o que é feito numa máquina amarela na entrada. Não vi fiscalização, mas a multa é pesada se pegarem.

– Pra mim valeu muito a pena comprar o passe pro Vaporetto (chamado de “Venice Connected”). É muito cômodo pegar na hora que quiser quando estiver cansado e o passeio é bem agradável. Eles passam com bastante frequência. Comprando o passe com antecedência na internet é mais barato, você só precisa ir em um dos guichês listados no site e retirá-lo. O site é esse aqui: http://www.veniceconnected.com/

– imprima um mapa colorido dos vaporetto e o estude com antecedência, entendendo como funcionam as linhas. Anote as linhas principais, que são a 1 (percorre todo o canal) e o de Murano (esqueci o número, pois não fomos pra lá).

– Se quiser fazer o itinerário secreto, reserve com antecedência pelo site: http://www.museiciviciveneziani.it/?lin=EN . Eu recomendo. O Palazzo Ducale é imperdível.

– Não subestime Veneza. O consenso geral no forum é que há pouco o que se ver, geralmente se recomenda 2 ou 3 dias pra lá. Mas Veneza não é pra meramente ver atrações, mas pra curtir com calma o charme do lugar.

– Leve o mapa mais detalhado possível e não confie no seu GPS, nem sempre funciona bem lá. Evite reservar hoteis em locais meio escondidos, pois você pode ter dificuldade de chegar lá com malas, desviando da multidão andando pelas ruas estreitas.

– Recomendo chegar a Veneza de trem, não de avião. A estação de trem fica dentro da cidade, é tudo mais cômodo. Aliás, recomendo evitar pegar avião na Itália, os aeroportos não são bons e os funcionários não tomam cuidado com as malas.

Dicas de Roma:

– Reserve o ufficio Scavii com muitos meses de antecedência. Não é difícil. As instruções estão no site http://www.vatican.va/roman_curia/institutions_connected/uffscavi/documents/rc_ic_uffscavi_doc_gen-information_20040112_en.html. Pode escrever em inglês mesmo. Vale não só pelo passeio, mas pra evitar as filas da Basílica de São Pedro. Não recomendo o passeio se você for claustrofóbico ou se tiver problemas com lugares muito abafados.

– Roma Pass normalmente vale a pena, não só pelas duas atrações gratuitas e descontos nas demais, como pelo transporte público gratuito. Não é ruim como dizem, andamos de metrô numa boa por lá. Nada que quem more por aqui já não tenha visto. O site do Roma Pass é esse aqui http://www.romapass.it

– Da mesma forma que Veneza, recomendo chegar a Roma de trem, pois a estação é bem central.

– A cidade é fácil de se andar a pé, as atrações estão todas próximas umas das outras. Por isso, não se prenda a hospedagem em Termini. Ficamos perto do Vaticano e foi muito tranquilo. Trastevere também parece uma opção legal, mas tem a desvantagem de não ter metrôs por perto.

– comer na Itália é pra quem gosta e pode comer massas. Fugiu disso, se prepare para pagar caro. Mas se ficar só nas massas você gasta bem pouco, normalmente enchendo a pança por menos de 15 euros por pessoa, bebida incluída.

– o Forum romano é imenso, não tente ver tudo. Nem sei se valeria mesmo a pena, pois depois de um tempo tudo parece muito igual. Igualmente destruído. E olha que sou apaixonado por história.

– Em Roma há várias fontes com água mineral potável, então carregue sempre uma garrafinha com você. Se não achá-las, compre no supermercado, pois agua nos quiosques são caras demais, como falei.

Dicas de Herculano e sul da Itália:

– Logo na saída da estação de trem, há uma van oferecendo transporte por 3 euros para as ruínas. NÃO PEGUE ! É o maior roubo que já vi. Pra chegar lá, você apenas segue em frente por 500 metros e chegou. Quase pegamos a van e o pior, quase a seguimos, quando vimos que ela dobrou numa outra rua. Mais tarde descobrimos que ela faz isso pra enganar turistas otários, que teriam a impressão de rodarem muito e acharem que a van valeu a pena. Por sorte resolvemos pedir informação e fomos andando até lá.

– evite programar deslocamentos bem cedo. Na teoria é lindo, você fica com o resto do dia pra “aproveitar”. Mas na prática você já vai estar cansadíssimo, doido pra dormir mais, mas está com aquela obrigação de acordar algumas horas antes pra uma viagem que já é bem cedo. Viaje sempre no fim do dia, via de regra você pode deixar as malas no hotel em que ficou hospedado após o checkout.

– via de regra, não confie em indicações de donos de hotel quando o assunto diz respeito a coisas que envolvam grana (restaurantes, excursões, etc). Quase sempre há conchavo. Sabíamos disso, achamos que a boa reputação do staff do hotel garantiria uma exceção, mas não houve.

– Vale muito a pena comprar o Artecard Plus se você pretende visitar dois sítios arqueológicos (no nosso caso, Pompeia e Herculano, mas há outros). Pois você pode viajar à vontade de trem durante o período de validade do passe, que teoricamente é de 3 dias, mas pra nós durou 4. Você pega informações no site http://www.artecard.it/ clicando na parte superior, onde está escrito “tutta la regione 3 days”. Não vale a pena comprar antes, você pode comprar na hora no centro de turismo, dentro da estação Napoli Centrale.

– definitivamente não vale a pena se hospedar em Nápoles. A cidade é suja e meio ameaçadora. Nada que um carioca não tenha visto antes, mas você pode evitar isso se hospedando em Sorrento, excelente base pra se conhecer o local. Nós ficamos em Sant’Agnello, ali pertinho, também recomendo.

– pedir informações no sul da Itália não é muito fácil. Tirando lugares muito turísticos como a Costa Amalfitana e Capri, poucas pessoas falavam inglês e o italiano deles é diferente, creio que falam algum tipo de dialeto. Leve o máximo de informações que puder, como mapas bem detalhados, horários de atrações, onde e como comprá-las. Você pode obter os horários dos trens da Circumvesuviana aqui: http://www.vesuviana.it/web/en/Orari


Dicas da Costa Amalfitana:

– pra quem não tem tempo, como eu, a excursão é uma boa opção, apesar de ser meio corrido. Custou 34 euros, de 8 a 17h, contando ainda com o benefício de um guia. Pega pertinho do hotel e te deixa por lá

– A Costa Amalfitana foi um ponto difícil no planejamento, pois o acesso não é fácil. O transporte público é horroroso, os ônibus são lotados e pouco frequentes. Alugar um carro a princípio é uma boa opção, pela liberdade de parar para tirar fotos e curtir o tempo que quiser, o local que quiser, mas não há muitos lugares pra se estacionar e a estrada, como puderam ver, é muito estreita. O transfer privado é caríssimo. Taxi ? Nem pensar, custa os olhos da cara. Acabamos fechando a excursão por conta disso.

– A Costa é legal, mas gostamos mais de Capri, que proporcionou vistas ainda mais espetaculares, como poderão ver no próximo post. Entre uma e outra, pra quem não tem tempo, escolha Capri.

– Tudo lá é caríssimo. Leve lanche e água. E não se esqueça dos remédios, hehe.

– procure evitar o sul da Itália no final de outono, especialmente no inverno. No outono chove muito (demos muita sorte de não pegarmos chuva, mas foi pura sorte mesmo). No inverno vários serviços ficam suspensos ou menos frequentes, como horários de ônibus, barcos, etc.

Dicas de Capri

– Não invente nem de descer, muito menos subir o trajeto Marina Grande (onde chegam os barcos) e o centro de Capri. É muito chão.

– O Monte Solaro é simplesmente imperdível. Você pode subi-lo a pé ou de teleférico, como fizemos. Creio que valha ao menos a ida de teleférico, mas a volta custa só 2,5 euros a mais.

– Há outros pontos legais que não fomos na ilha, listados no site http://www.capri.net/en/what-to-see . Veja se tiver tempo.

– Entre no site da Caremar e anote com antecedência o horário dos ferry deles, pra economizar. Dá uma diferença de 4 euros por pessoa, se não me engano.

– consulte a meteorologia antes de ir, ou poderá ter surpresas na volta. Os ferry não funcionam em condições meteorológicas adversas.

– Se resolver visitar a Grotta Azzurra, esteja preparado pra pagar (acho que é algo em torno de 12 euros) e esperar um bommm tempo na fila de barcos.

– Não deixe de fazer o passeio ao redor da ilha, gostei muito. Mas tente pegar um que dê pra mergulhar, a água parece limpa, vez ou outra você vê cardumes.

– Da mesma forma que na Costa Amalfitana, leve lanche e água. Lá as coisas são caras e o que é barato pode ser de qualidade duvidosa.

Dicas de Pompeia:

– Algumas construções em Pompeia, supostamente das melhores, estão fechadas para o público, mas é possível reservá-las gratuitamente com antecedência aqui http://www.arethusa.net/w2d3/v3/view/flecta/arethusa/italiano/prenotazioni/contenuto.html

– pra chegar a Pompeia, você desce na estação “Pompeii – Villa dei Misterii”, pegando a linha que liga Nápoles a Sorrento. Preste atenção nisso, pois há mais uma estação chamada “Pompeia” em outra linha, mas essa que falei é a que deixa mais perto.

– Recomendo fazer uma boa pesquisa sobre o local antes de ir, ou você ficará perdidão num lugar imenso, cheio de ruínas que a princípio não terão nenhum significado pra você sem essa pesquisa ou um guia que explique. Existe um site que sugere percursos de 2, 4 e 6 horas, com as atrações apontadas no mapa. Não me lembro qual é, posso colocar aqui depois. Nós imprimimos o percurso de 4 horas desse site e seguimos no que foi possível, pois acabamos ficando menos tempo do que isso por termos chegado atrasados.

– Como sempre, leve lanche e muuuita agua.

– Quem desejar visitar o Vesúvio, recomendo fazê-lo a partir de Pompeia. Em Herculano parece que o transporte que ligava a cidade ao local acabou. Em Pompeia você tem 3 opções, pegar o transporte público, uma van ou um taxi. O transporte público parece que é bom o suficiente, mas você tem que pesquisar os horários, não é muito frequente. A tal da van tem muitas reclamações, parece que o motorista dirige como um louco, apressa os visitantes e ainda tenta cobrar a mais pelo ingresso do Vesúvio. Taxi não sei o esquema. Pra fazer Pompeia e Vesúvio no mesmo dia, além de muita disposição você precisará começar o passeio bem cedo.

Dicas de Florença:

– Florença é fácil de andar, barata pros padrões europeus e com bastante coisa pra se ver, basta pegar um bom mapa e anotar com antecedência os pontos de interesse. Muita gente subestima a cidade por não ter este preparo devido.

– Você não precisa subir a pé as escadarias da Piazzale Michelângelo, como fizemos. Há ônibus partindo de vários pontos, nós mesmos pegamos um para irmos ao terminal Santa Maria Novella. É que no nosso caso quando vimos as ladeiras já estávamos quase lá, resolvemos encarar. Não deixe de ir, pra mim, um dos lugares mais agradáveis da viagem.

– Cuidado com a overdose de arte. Florença é uma cidade cheia de opções neste sentido, o que leva muita gente a colocar muitos museus no roteiro e ignorar a cidade em si. A Uffizi teria sido de bom tamanho mesmo se tivesse sido o primeiro museu que visitamos na Europa. A menos que você seja fanático por arte, chega uma hora que satura e você precisa variar com outras coisas.

– Florença é uma excelente base para a Toscana, bem servida de transporte público e com ótima estrutura. Vale a pena reservar vários dias pra cidade e, de lá, fazer muitas daytrips. Faltou muita coisa pra conhecer.


Dicas de Siena e San Gimignano:

– chegar em Siena é mole, você pega o trem em Florença. Problema é ir até o centro histórico. É muito mal sinalizado. Prepare-se pra ir perguntando. Andar por lá também não chega a ser muito fácil, se você quer otimizar sua visita. Leve o mais detalhado possível e tente pesquisar a respeito das linhas de ônibus que ligam a estação ao centro histórico. Outro ponto, você precisa comprar o ticket com antecedência numa maquininha, que só aceita moedas.

– chegar a San Gimignano não é difícil como parece. Você pega o trem para Poggibonsi e, já na saída da estação, está a parada do ônibus. Num bar dentro da estação você compra a passagem. No ponto final há um cartaz com os horários do ônibus, não deixe de olhar.

– A sorveteria que falei é imperdível. Não saia de lá sem conhecer. E o sorvete é barato, mesmo preço cobrado por toda a Itália, algo entre 2 e 3 euros.

– entre Siena e San Gimignano, se você não tiver tempo, recomendo ir para esta última. É melhor até ir lá primeiro e, se sobrar tempo, você vai pra Siena.

Dicas de Pisa, Lucca e Cinque Terre:

– caso queira subir na torre, reserve seu ingresso com muita antecedência, pois esgota rápido. Há limite de pessoas para subir.

– Programe seu tempo de visita a Pisa considerando que você anda de 20 a 30 minutos da estação até a Piazza dei Miracoli. Assim você não corre o risco de perder o trem.

– A menos que você seja apaixonadíssimo pela Itália e queira conhecer cada cantinho, não vale muito a pena perder tanto tempo em Pisa. Umas 2 horas tirando o deslocamento está de bom tamanho. Já Lucca, apesar de não termos gostado tanto, é uma cidade que agrada muita gente aqui no forum e nos foruns gringos, não se guie apenas pela nossa impressão.

– Levanto é uma excelente base para se conhecer as Cinque Terre. É relativamente plana, havendo pequena subida para a estação de trem. A estrutura é melhor que nas Cinque Terre e é ali pertinho, menos de 5 minutos de Monterosso. Os hoteis são menos caros (hospedagem na região é das mais caras de toda a Itália). A estratégia ideal é você comprar o Cinque Terre Card na estação de trem, o que te dará acesso a transporte público em toda a região das Cinque Terre, inclusive Levanto, e se deslocar livremente por lá. Você ainda ganha um mapa com as trilhas. La Spezia também é uma ótima base pra se hospedar.

– evite a região em épocas de chuva, como o outono e também no inverno. 15 dias depois de estarmos em Monterosso vi no noticiário que houve um desabamento provocado por chuva, causando 8 mortes. Demos muita sorte de não ter chovido, mas num dos dias acordamos com uma ventania sinistra, parecia que o mundo ia acabar. No inverno os serviços na região ficam precários.

– evite ir de carro. Lá é pra se andar de trem.

– 5 terre é cheia de ladeiras. Se você não curte esse tipo de coisa ou simplesmente possui limitações, evite a região, ou fique só por Monterosso, que tem mais áreas planas pra se ver.

– a região tem um toque diferente, a simplicidade dos cortiços em vez de mansões, mas achei um pouco redundante visitar a Ligúria e a Costa Amalfitana. Se pudesse voltar no tempo, escolheria só um lugar e o aproveitaria melhor, pois o que você realmente aproveita são as vistas panorâmicas. Exceção se você é do tipo que curte trilhas, no caso, Cinque Terre é melhor.

Dicas de Milão:

– Em Milão, é possível ver o Cenáculo de Da vinci, mas você precisa reservar com muuuuuuita antecedência. Não conseguimos.

– A menos que você seja fanático por futebol italiano, Milão não vale a visita, no máximo uma passagem rápida pra ver o belíssimo Duomo. É meio difícil de acreditar que uma cidade tão importante quanto ela seja tão sem sal, mas é verdade. Até os próprios italianos admitem.

– não deixe de carregar moedas no bolso. Elas serão necessárias quando você menos esperar. Isso ocorreu mais de uma vez na viagem.

– salvo raras exceções, em Paris não há dúvidas de que o meio mais econômico de viajar dentro da cidade é comprando 10 bilhetes de metrô, que saem por 12,50 euros em vez de 17. Há alguns blogs por aí que fazem a comparação com o Paris Visite e outros passes, você vai ver que não valem a pena, em matéria de transportes. Já o Paris Museum Pass vale muito a pena os de 4 ou 6 dias, se você gosta de museus.

Dicas de Paris:

– Paris tem inúmeras atrações, o que leva o viajante a querer ver todas. Muita gente se esquece que andar pela cidade também é uma atração, e das melhores. Vimos muita coisa mesmo. Naturalmente, um bom mapa é essencial.

– Paris é sempre mais fria do que você imagina. Pegamos um calorão na Itália quase igual ao do Brasil, mas na França só pegamos frio, mesmo no dia mais ensolarado. Pra quem viaja no outono e primavera especialmente, leve ao menos um casaco e algumas roupas de manga comprida, de modo que você vai tirando ou colocando mais roupas conforme o clima vai mudando.

– Tudo na cidade é meio caro, principalmente compras em geral. Comida nem tanto, mas também não se pode dizer que é barato. Hospedagem é os olhos da cara.

– Falando em hospedagem, achamos todos os arrondissements (distritos) do 1 ao 10 tranquilos de se hospedar. Talvez até Montparnasse seja. Não achamos Montmartre um lugar legal pra esse fim, muitas ladeiras e gente mal encarada. Ficamos em Notre Dame e foi muito bom. Quartier Latin e Marais parecem excelentes.

– o transporte público de lá é o que há. É o futuro da humanidade. Você volta deprimido pro Brasil, parece que estamos na idade das cavernas. Lá em tudo quanto é canto há estação de metrô e você demora no máximo 3 minutos esperando. Nos horários de pico são cheios, obviamente, mas nem tudo é perfeito. Então não se preocupe muito com distâncias dentro da grande Paris (a parte interna do Sena, nos 20 distritos), o principal é ficar num lugar legal, perto de restaurantes, supermercados e seguro o suficiente.

– se quiser economizar, evite o monoprix e procure outro supermercado mais em conta. Lá é bom pra quem quer comer besteira sem se importar muito com quanto vai pagar.

– se você for como 90 % dos homens, amante de história de guerras, o L’invalides terá para você uma importância tão grande quanto o Louvre, ou até maior. Até minha esposa gostou. O lugar é imenso, muito grande mesmo. Você até pode programar outra coisa pro mesmo dia, como o Rodin ou o D’orsay, mas acho que fica cansativo. Faça o L’invalides e tire o resto do dia pra uma atividade ao ar livre, como caminhar, a Torre ou o passeio de barco. Se gostar, volte no outro dia e faça o mesmo, intercale com algo que não seja museu.

– Você até pode não subir na Torre Eiffel, muita gente diz que não vale a pena (darei minha opinião nos próximos posts). Mas é indispensável ao menos passear pelo Campo de Marte e ir até ela, por baixo. É linda demais. Faça isso pouco antes do pôr do sol (é possível conferir os horários em vários lugares do mundo nesse site http://www.timeanddate.com/worldclock/sunrise.html ), de modo que você a verá de dia, começando a se iluminar de noite e, pouco tempo depois, com as luzes piscando.

– Chegue bem cedo tanto na Notre Dame, se quiser subir nas torres, quanto na Saint Chapelle, pro passeio regular. Ambas são cheias mesmo em baixa temporada. No caso de Notre Dame, parece que só sobem 20 pessoas por vez. A igreja é imperdível e a subida vale muito a pena.

– Fique atento na Saint Chapelle, pra não dar o mesmo mole que demos.

– planeje bem sua visita ao Marais, pesquisando o que há de interessante pra se fazer por lá. Foi dos passeios a pé que menos gostamos, mas acho que deixamos de passar pelos lugares mais interessantes. Achamos bem comum. Deste trajeto que fizemos, creio que Chatelet, Place des Vosges e Hotel de Ville sejam os pontos altos, assim como a Bastille, de noite.

– O Louvre é enorme e por isso muita gente fala em um dia inteiro só pra ele. De fato é enorme, mas muito tempo fazendo a mesma coisa deixa a atividade saturada. Divida o Louvre em mais de um dia, se te interessar, especialmente se você tiver o Paris Museum Pass. Creio que 4 horas por dia pro Louvre estejam de bom tamanho. Recomendo também pesquisar sobre a visita, para ir somente nos lugares que te agrada. Não dá pra ver tudo. Na entrada há um mapinha com a localização das atrações mais populares, é uma sugestão que seguimos por não termos tido o cuidado de pesquisar previamente.

– Entramos pela pirâmide porque não vimos filas, talvez pela época, mas o normal é ter filas imensas, pelos relatos, pois esta é a entrada mais popular. Se a vontade é passar por dentro da pirâmide, faça isso na saída. Segundo estes relatos, a melhor entrada é pelas Galerias Richelieu, cuja entrada é acessível pela saída da estação de metrô “Palais Royal – Musée du Louvre”.

– Achamos o roteiro deste dia bem planejado, mesmo com os imprevistos. A Champs-Elysees é grande, mas você pode parar para descansar em alguma das inúmeras lanchonetes no caminho. Tudo é bem linear, você não se perde e vê muita coisa bonita entre o Louvre e a Concorde. Porém, pra quem vai subir o Arco, não recomendo andar toda a Champs-Elysees, como fizemos. Você chegará morto no final e ainda teria escadas pra subir.

– o aquecimento no Louvre parece ser o mais forte de Paris. Nem pense em ir com roupas de frio que você não pode tirá-las, use ao menos uma roupa mais fina por baixo. Chegamos lá encasacados e no final estávamos com apenas uma camisa.

– Pra quem quiser fazer o jantar no Sena, há uma companhia que faz mais barato, chamada “Vedettes du Pont Neuf”. Você pega o barco justamente ali, embaixo da Pont Neuf, perto da Notre Dame. Pro passeio regular, creio que tanto faz.

– Não fique do lado de fora se estiver fazendo frio, como fizemos. Corra para pegar um lugar na parte de dentro, perto da janela.

– Como se pode ver, reservar a Torre tem seus prós e contras. Não pegamos nenhuma fila e em algumas ocasiões ela pode ser enorme. Mas demos azar de reservar num dia chuvoso. A reserva precisa ser feita com muita antecedência, coisa de mais de um mês antes, se você quiser pegar os melhores horários nos dias mais disputados. A uma semana da data quase todos os horários estão esgotados.

– A subida é algo controverso. Vi muita gente dizendo que é imperdível e também muitos que disseram haver vistas melhores. Nós gostamos, mas também gostamos da vista de Notre Dame. Há ainda a do Pompidou, da Sacré-Coeur (que nem gostamos muito), Tour Montparnasse e do Arco do Triunfo. Esta última dizem ser a melhor, mas não subimos para conferir.

– programe bem seu tempo para compras. É um saco, toma tempo demais. Saia do Brasil com tudo anotado, onde e o que comprar, ou perderá tempo valioso dentro de uma loja. E o pior, é tudo caro. Deixe pra comprar nos EUA, no Paraguai, enfim, onde é realmente barato.

– se optar por um espetáculo na Ópera Garnier, fique acompanhando o site com meses de antecedência, logo assim que sair. Os ingressos mais baratos se esgotam muuito rapidamente. A visita normal você consegue na hora, sem reserva. Só não entramos porque no dia estava fechado.

– Visite Montmartre sem nada de valor. Uma câmera compacta no bolso da frente creio que não haja problemas. Foi o único lugar de Paris que não me senti seguro durante o dia. Até mesmo em algumas estações de metrô há avisos para você não dar mole, especialmente em Pigalle, estação de metrô que fica por ali.

– evitamos o funicolare (o bondinho) porque achamos as escadarias tranquilas. De fato, nada de outro mundo, se você não tem problemas cardíacos ou algo do gênero. O problema são os desocupados que ficam por ali intimidando quem passa. Eu não recomendo, é melhor pegar mesmo o funicolare. Pra pegá-lo basta usar um bilhete válido de metrô.

– Montmartre em geral tem muitas ladeiras, não recomendo pra quem tem dificuldade com isso.

– Notre Dame tem uma beleza especial vista de noite, como você pode ver pelas fotos. Vale a pena visitar de dia e de noite, se seu tempo não estiver muito curto.


Dicas do Vale do Loire:

– Há 3 formas de se conhecer o Loire: transporte público, excursões e de carro. Com a primeira opção não é fácil visitar todos os castelos. O acesso a dois dos principais, Chambord e Cheverny, é bem difícil dessa maneira, pois os ônibus são pouco frequentes. Pra quem vai viajar entre junho e agosto (se não me engano, nesse período) há um ônibus turístico que faz este trajeto. Fora desta temporada, o ônibus passa apenas uma vez por semana, em horários restritos. Já pra visitar Chenonceau, um dos castelos “top 3” da região, é facílimo, como descrevi. Pegou o trem, saltou na estação, praticamente chegou no castelo. E prestando atenção no que eu escrevi você não terá dificuldades em voltar. Já por excursões, você resolve tudo no centro turístico de Tours, que fica a poucos passos da estação de trem. Já comece a dar uma olhada nas excursões no site oficial: http://www.tours-tourisme.fr/excursions_en.php?id=4 É cômodo e não é caro, pelo benefício obtido, mas é corrido. De carro é a opção mais popular, há muitos estacionamentos gratuitos, inclusive nos castelos e as estradas são boas, não optamos por isso por questões pessoais. Dizem que o caminho nas estradas é bonito. Nós na excursão não vimos nada de mais, talvez em outra estrada. Há ainda a comodidade de parar onde quiser, pelo tempo que preferir.

– os jardins de Villandry são imperdíveis, especialmente se você vai na primavera. Nós fomos no outono e ainda assim estava legal. Já a entrada no castelo creio que seja dispensável. Entrar em um só pra mim é suficiente, depois fica tudo meio igual … a diferença básica que vimos entre Chenonceau e Azay le Rideau por dentro é que o primeiro é mais decorado. Entre só em Chenonceau ou Cheverny e conheça o resto por fora.

– os trens na região são confortáveis e não se atrasam. Pode pegá-los sem se preocupar. Não vale a pena agendar excursões em Paris para conhecer o Loire, é perda de grana. Pegue o trem e vá pra Tours, agendá-las. Na maioria das vezes não há problemas de que esgotem, mas há exceções, como descreverei a seguir.

– o Loire é mais do que um conjunto de castelos. O lugar é pra relaxamento, andar sem pressa, admirando sua beleza. Vá a um ou dois castelos e deixe pra conhecer o resto por fora.

– recomendo a hospedagem em Amboise, pra quem está de carro e Tours, pra quem precisa de excursão.

– o almoço no Villa Roma achei com bom benefício pro custo apresentado, algo inferior a 10 euros contemplando prato principal (massa), sobremesa (Tiramisú) e bebida não alcoólica. Já o jantar é meia boca.

Dicas de Estrasburgo:

– reservando com antecedência sai muito mais barato. É possível fazê-lo com 3 meses de antecedência, se não me engano. Mesmo esquema, entre no site da SCNF em francês. A cidade é fácil de se conhecer numa daytrip. Tentamos fazer o roteiro dele: http://wazari.wordpress.com/2009/10/07/estrasburgo/ mas só conseguimos parcialmente. Recomendo segui-lo.

– o lugar é frio mesmo. Parece que há decoração de natal lá, mas só recomendo ir no inverno se você gosta e tolera bem frio. Caso contrário, vá no verão.

– leve um mapa detalhadíssimo, pois não é muito bem sinalizado. A cidade parece pouco turística, acho que de toda a nossa viagem foi o lugar onde vimos menos turistas.

– não sei se foi azar nosso, mas à exceção de alguns poucos vendedores, ninguém falava inglês. Tivemos que nos virar com o francês, de modo que é bom anotar ao menos frases básicas. Leve papel e caneta, de modo que a pessoa poderá escrever se você não entender o que ela disse. Todos que pedimos informações foram muito bem receptivos.

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6 respostas para Dicas gerais

  1. Paulo Venturelli disse:

    amigo, por gentileza, quanto gastou no total da viajem ?

    Quanto gastou por dia ? (incluindo transporte, hotel, alimentação, tudo)

    Obrigado

  2. Caio disse:

    Olá! primeiramente parabéns pelo Blog, confesso que li todo o relato da viagem de vocês e que dei muitas risadas e pude me imaginar um pouco vivendo esta experiência fantástica. Estou com o casamento encaminhado para o meado de 2013. E quero o quanto antes poder definir tudo referente a lua de mel. Tomei esse blog como base, bem como o fórum mochileiros, até porque tenho uma ideia muito semelhante a de vocês. Gostaria de saber algumas informações, sobre os lugares que ficaram hospedados e média de dias em cada cidade, e se um período de 20 dias é suficiente para conhecer Londres, Paris, Madri, Milão, Veneza, Roma, e Berlim. Lógico que talvez 20 dias não seja o suficiente, mas gostaria de saber quais lugares vocês que viveram isso me aconselham…Por onde começar? Portugal talvez? Minha noiva tem cidadania Portuguesa, de repente isso facilita. Enfim, parabéns pelo casamento, pela viagem que parece ter sido o Máximo, e se puder dizer no total quanto gastaram nessa viagem….Grande abraço e parabéns…

  3. Maria Helena Kurihara disse:

    Marcos e Luciana, amei o relato da viagem à Europa! Em abril do ano que vem eu e meu marido iremos a Italia (Genova/Cinque Terre/Florença e Parma – num total de 12 dias) e as dicas de voces estão ajudando muito! Estivemos em Roma e Paris e os relatos de voces me relembraram todos os lugares por onde passamos . Parabéns e continuem nos contando tudo sobre as viagens de voces!!!

    • luademochila disse:

      Oi, Maria Helena. Que bom que gostaram ! Abril é uma ótima época. Talvez faça um friozinho ali pela costa, mas o mais importante é que é a época com menor probabilidade de chuvas, o que estragaria o passeio. Genova chegou a constar de nosso roteiro, tiramos só porque ficaria apertado demais no nosso caso. Lá tem um dos maiores aquários da Europa, além da Biosfera. Boa viagem, não deixe de avisar se fizerem também um relato. Abraços !

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