Epílogo – volta ao Brasil

Pegamos nossas malas no hotel e pegamos o RER C, saltando novamente em Saint-Michel, onde pegamos o RER B. O trem estava lotado ! Quase não conseguimos entrar. Uma gordona entrou atrasada, deu uma ombrada na gente para poder entrar no vagão e quase nos jogou longe, rs. Pior de tudo, a FDP pegou o trem no sentido errado ! Saltou em seguida. Por sorte saímos logo daquela lata de sardinha, pois em vez de irmos até Antoine pegar o Orlyval, o trem automático que leva ao aeroporto Orly, resolvemos saltar em Denfert-Rochereau, onde pegamos o Orlybus, ônibus que leva ao mesmo aeroporto.

Foi o melhor que fizemos, pois o ônibus partiu vazio e havia muito espaço para deixarmos as malas. Chegamos bem rápido, em menos de 15 minutos. O aeroporto é enorme e não havia muita sinalização, de modo que estávamos no setor errado (a TAP partia do setor oeste e estávamos no setor sul). Não havia nenhuma indicação, fomos para o sul na sorte, ao pegarmos o Orlyval. Para ir do sul ao oeste o trem é de graça.

Bem, o aeroporto estava deserto. Nosso vôo era só 8 da manhã. Descobrimos que não existem vôos de madrugada. Pior de tudo, começamos a ficar com fome e praticamente não havia o que comer, tudo fechado. Conseguimos comprar um refrigerante e um biscoito numa máquina. Por sorte tínhamos moedas, pois só se aceita este tipo de pagamento.

Foram longas horas de espera no saguão do aeroporto. Dormimos um pouco, mas passamos a maior parte do tempo acordados. Fizemos o check-in e entramos no avião, que partiu de Paris para Porto. O vôo foi bem tranquilo, mal dormimos e já acordamos.

O aeroporto de Porto (que cacofônico, hehe) é bem moderno, gostamos. Colocamos o formulário do Tax Free, que é um reembolso de impostos (12 % do valor do produto) que a Europa dá a turistas que gastam numa mesma compra mais de 170 euros, o que ocorreu no caso da câmera. Após mais uma fila inútil que a TAP criou, chamando passageiros muito antes do horário de embarque e demorando séculos para conferir documentação, finalmente embarcamos.

Viemos no pior vôo de nossas vidas. A maioria era de portugueses, visitando o Rio de Janeiro. Infelizmente esse povo não é chegado a higiene e o mau cheiro era horroroso. Não é exagero. As pessoas tinham um bafo horrível, que dava para sentir à distância e foi assim a viagem toda, pois não calavam a boca. Pra piorar, foi um vôo longo (10 horas) em que mal conseguimos dormir e ainda pegamos uma turbulência muito sinistra no final, o que levou a uma salva de palmas para o piloto quando ele pousou, hahaha.

Chegamos bem tarde no Rio e levamos uma eternidade para pegarmos nossas malas, algo em torno de 1h já descontado o tempo para passar na imigração. Pegamos um taxi, que inicialmente cobrou 118 reais para ir a Niteroi. Um roubo, ainda mais considerando que o ônibus faz o mesmo percurso por 5,30, mas estávamos com 3 malas. Chorei, pedi pro cara fazer por 90 reais e ele topou, com a condição de que eu pagasse o pedágio, de 4,30. Pegamos um senhor engarrafamento na volta e chegamos bem tarde em Niteroi. Nesse aspecto já estávamos com saudades da Europa e seus meios de transporte excelentes. Já mortos, fomos dormir.

No dia seguinte, resolvemos matar a saudade da tradicional comida brasileira. Fomos num bom restaurante aqui de perto, meio com cara de boteco, mas com uma comida excelente. Arroz, feijão e churrasco com fritas. Comemos como animais, sentindo um prazer que há muito não sentíamos. Definitivamente em matéria de culinária a Europa não deixou saudade.

Foi uma experiência interessante e passamos um tempo bem agradável em nossa viagem. É como eu costumo dizer para as pessoas que perguntam, os 28 dias de viagem parecem ter sido um tempo bom. Menos do que isso, ficaríamos com sensação de “quero mais”. Mais, já estaríamos cansados demais.

Vemos o velho continente com seus prós e contras, sem aquela aura de mágica que alguns insistem em se iludir. Os meios de transporte são muito melhores e quase tudo tem horário, até mesmo em cidades do interior. Lá existem muitos furtos e golpes, mas dificilmente você se sente ameaçado de violência. Parece haver menos impunidade, o que leva a interpretação errada de que os europeus parecem muito mais educados do que nós. Bem, de fato se cumpre mais os protocolos de polidez, mas é como já falei ao longo do blog, isto se deve mais a uma mecânica rígida desenvolvida com o tempo do que uma maior empatia. Os europeus podem ser mais egoístas e golpistas do que nós. Na verdade, acredito até que sejam. Fora da vigilância social, você vê pessoas tentando passar a perna, mal educadas e antipáticas. Aqui no Brasil os turistas são muito mais bem recebidos, afinal, o bom anfitrião quer receber bem seus convidados em agradecimento por terem vindo de tão longe prestigiar a nossa terra e o nosso povo.

A comida é outro ponto negativo. Tão bem falada, talvez seja maravilhosa para quem tem muito dinheiro. Mas para quem quer fazer refeições econômicas, definitivamente se come muito melhor no Brasil com 20 reais do que com 20 euros na Europa. E olha que estou desconsiderando o câmbio desfavorável. As comidas aqui são muito mais bem servidas e temperadas.

Sentimos muita falta da bela arquitetura europeia, seus museus fantásticos e sua natureza bem preservada. É ótimo ver um rio limpo e não ver lixo jogado por aí. Até vimos na Itália, mas na França o cuidado é maior. Uma pena que no Brasil em geral a arquitetura seja tão utilitária, agindo a construção apenas com o propósito de habitação, não como um lugar belo para se viver e admirar, de modo que o prazer de andar sem rumo por aqui não é o mesmo.

Enfim, a viagem serviu para curtirmos um ótimo momento num lugar de cultura diferente, paisagens diferentes, mas também para valorizarmos aquilo que temos de bom por aqui. O saldo final é muito positivo e mal podemos esperar para voltarmos, dessa vez para outros países. Só falta a oportunidade aparecer.

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10 respostas para Epílogo – volta ao Brasil

  1. RENATAT disse:

    Concordo com vc! Os estrangeiros são super bem recebidos no Brasil e come-se muito bem e barato. Mas outros quesitos o Brasil está caro como moradia ( R$ 12.000 o metro quadrado em alguns bairros), passeios (uma flutuação no rio sucuri em Bonito chega a R$ 200,00!), preços de roupas, carros, shows…
    Uma coisa que me irrita aqui é quem em certos estados, o pessoal quer te enganar na cara dura, não coloca preço nas coisas p/ falar na hora: grigo paga em euro, paulista paga X, gaucho paga X. É tão obvio que dá raiva. Claro que na Europa tb rola (principalmente Italia pelo vc comentou). mas aqui é demais. Porém compensa pela simpatia de outras pessoas.
    A arquitetura realmente não é das melhores, acontece sem nenhum planejamento e fica desarmoniosa. Nisso as cidades europeias são um show, cada vista é uma oportunidade de foto.

    Ri muito com o voo da TAP! Não tem jeito brasileiro é um dos povos mais limpos do mundo, mais loucos por limpeza só os japoneses que nem tocam nas coisas, usam luva para tudo.

    Parabéns pelo blog !!
    abraços

    • luademochila disse:

      Oi, Renata !

      Sim, o Brasil é um país muito caro e se eu fosse turista pensaria duas vezes antes de visitá-lo. Acho que é muito custo para pouca estrutura. Exceções são Bonito (por coincidência, vamos lá em outubro). Cidade caríssima, mas ao menos tem estrutura.

      Esse lance de enganar pelo preço é verdade, infelizmente. É uma das coisas que me tira do sério. Poderia ser milionário, mas para mim se apropriar de mais do que algo vale é roubo, não tem outro nome. Fazer o que, enquanto não conseguimos mudar o país, temos que conviver com isso.

      Pois é, só saindo do Brasil eu tive essa noção de que somos tão higiênicos. E eu já achava que não somos tão limpos quanto deveríamos. Não me lembro se comentei isso no blog, mas isso vem das heranças culturais. Aqui no Brasil os índios já tinham uma cultura muito voltada para a higiene, sempre tomando banho e se cuidando. Já lá na Europa, por conta dos invernos rigorosos e ainda sem poder contar com adequados sistemas de aquecimento, provavelmente era muito complicado tomar banho gelado. Ainda mais com as crenças de que isso podia causar doenças. Muitos herdaram essa cultura. Eu adoro diferenças culturais, mas essa nós dispensamos, rs.

      Legal receber sua visita, volte mais vezes. Esse blog foi meu primeiro projeto como “escritor” e acho que alguns posts ficaram ora cansativos demais, com muita descrição desnecessária, ora com imagens demais, ficando pesado. Estou em busca de um balanço e acho que nos próximos posts vai ficar melhor. Em outubro teremos a viagem para Bonito e Pantanal e em dezembro é a vez do Caribe, com Aruba e Curaçao.

      Abraços !

      • RENATAT disse:

        Vou acompanhar suas trips por aqui e pelo mochileiros.com! Afinal já deixamos comentários nos nossos relatos nas Europa.
        Bonito está na minha lista de lugares no Brasil, mas toda vez que faço as contas me desanima, ainda mais pq tem que escolher bem a estação do ano e nunca rola , então vou sempre para o sul ou nordeste.
        Ai o Caribe.. as praias com a organização americana! Eu fui para Aruba, Curaçao e isla Marguerita quanto era adolescente. Teve ter mudado muita coisa, mas adorei a arquitetura holandesa, o licor de Curaçao (os holandeses tb..rs) e o marzão azul.
        Essas viagens vão render ótimos relatos.

        abraços

  2. Mauricio Cardoso disse:

    Olá!!!
    Passei 30 dias iniciados em 07/12/13 e terminados em 06/01/14, distribuídos rumo a Marrakech, por Roma, Lisboa onde me encontrei com meu sobrinho. Fomos para Sevilha, onde “saltamos” para a África, chegando a Marrocos (algumas cidades, overnight no “deserto” de Zagoura). Tivemos que fazer o mesmo caminho de volta pela Europa, passando o Natal em Sevilha, onde assistimos a Missa do Galo em Latim e Espanhol (sensacional) chegando novamente a Lisboa. Lá, meu sobrinho retornou ao Brasil.

    Fiquei em Lisboa, indo a alguns lugares ao redor (não li seu relato sobre Portugal, mas o farei, rsrs) e depois fui a Paris, de onde retornei. Meu inglês é tupiniquim e meu francês é igual ao meu criado, rsrs, mudo.

    Achei seu site quando pesquisava sobre o Vale do Loire, isso em meados de agosto de 2013, pois estava decidido a conhecer, mesmo que sozinho e no inverno (janeiro de 2014). Li sobre o Vale, mas não sobre Paris. Decidi alugar um carro e fazer 3 castelos e ter autonomia.

    Enfim, salvei seu link no browser e, diante de tantas pesquisas, acabei me esquecendo. Hoje, resolvi correr os olhos e passei por toda sua viagem na França, país que mais me surpreendeu. Cada dia ia montando o lugares que ia pelo Google Maps e vendo quando seu roteiro cruzava com o meu. Foi demais, rsrsr.

    Concordo com 90% de suas impressões colocadas sobre os italianos e portugueses, e até mesmo vejo o automatismos sobre a cordialidade francesa, mas confesso que a acho muito mais interessante, e surpreendente, que tudo que estou acostumado, até mesmo com o nosso excesso de “anfitrionismo”, rsrs.

    A pior coisa da viagem, foi voltar com um ódio incontrolável de nossa classe política, que a décadas nada faz e em especial ao atual partido que TODOS, simpatizantes ou não, acreditavam que fariam realmente algo diferente. O transporte é o ponto mais direto, simples e fácil de ser melhorado…

    Sem maiores colocações políticas, pois o foco foi turístico, despeço-me dizendo que um texto não fica chato pelo tamanho e sim por não haver vida nele. Lamentava cada término de relato, rsrsr, pois era uma forma de reviver minhas experiências e ter como acompanhar a sua de perto, o que vocês viveram. Sugiro que, para cada vídeo ou foto, acrescente o local ou evento (seus ou do local, …) relacionado.

    Fica claro que sempre temos que ter um plano B para roteiros e atividades, colhi isso de seu relato e minha viagem, rsrsrs.

    Lamento a “rápida” e dupla passagem pelo Louvre, eu me encantei tanto que comprei o Guia Oficial de Obras deles e organizarei uma viagem em família, mas a visitação deverá ser em 2 dias no mínimo, rsrsrsr

    Chega, grande abraço.

    • luademochila disse:

      Legal, hein, Maurício! Você tem que fazer seu próprio relato, se fizer depois deixa o link aí para a gente ler.

      Sem dúvida alguma a gente volta revoltado ao Brasil, ao ver que é possível construir um país diferente e só falta vontade política. Costumo dizer que JK foi um dos piores presidentes da nossa história – construiu Brasília, afundando o país em dívidas. PAra que? Para os ladrões roubarem em paz bem longe da maioria da população. A desculpa de que o lugar era “estratégico” nunca colou, nem mesmo os EUA, cheio de paranoicos, mudaram a capital deles por isso. Aí ele resolve investir em rodovias, em detrimento das linhas de trem. E o resultado vemos hoje, máfias do transporte rodoviário, que nunca permitirão o país mudar para algo mais eficiente. Basta ver que a “modernidade” aqui no Rio é optar pelo BRT em vez do transporte em trilhos…

      Boas as suas sugestões de colocar nomes dos lugares, mas infelizmente deixei o blog um pouco de lado. Eu escrevo muito também no Forum Mochileiros e fico sem gás para escrever em dois lugares. Se quiser acompanhar outros relatos, meu perfil é esse aqui:

      http://www.mochileiros.com/member/MarcosPereira/

      Também lamentamos passar rapidamente por museus, mas a lição que tivemos é que eles são bons demais para uma viagem. Digo, é tão bom explorar um museu lá que para conhecê-lo bem você acaba deixando de lado outras coisas que são únicas numa viagem, como simplesmente passear ao ar livre e interagir com pessoas. Sempre que nos lembramos de nossas viagens são dessas coisas que nos lembramos e não dos museus. Os momentos mais incríveis, o cachorro jogador em Paris, o violonista “poderoso chefão” em Veneza, o casal brasileiro “figura” em Cinque Terre, esses momentos bons só acontecem quando a gente tenta viver um pouco a vida como os moradores locais, passeando.

      Vou comentar agora seus outros posts, abs.

      • Mauricio Cardoso disse:

        Verdade, Marcos. É a diferença de nossa história (cada um vive na viagem) e a história de todos nós (museu).
        Vou me concentrar no Mochileiros então.
        Grande abraço.

  3. Mauricio Cardoso disse:

    Ahhh, ao ir ao mochileiros e ver sua camisa do Fogão, rsrsrs, já li muita coisa sua. Que bom, velho. Vamos conversando por lá.
    Abratzzzzz

  4. Jessica disse:

    Oiii! Já acompanho suas contribuições no Mochileiros tem um tempo, mas hoje descobri que vc tinha um blog! (Mas não achei link no seu profile do Mochileiros… Nada que o Tio Google não resolva 😉 )

    Então, comecei a devora-lo, pois passarei uns 11 dias na França, sendo uma semana em Paris, e ainda não decidi o que fazer com o resto dos dias (Mont Saint Michel?, Estrasgurgo?, Vale do Loir? Riviera francesa?)

    Mas vim aqui te perguntar sobre o tax refund no aeroporto de Porto!! Como funciona?
    Eu chegarei no aeroporto as 21h, vindo de Paris. Vou pernoitar lá e meu voo sairá as 8h20… Dá tempo de pegar o refound?? Onde é? Pesquisei no site do aeroporto, mas eh mto ruim!

    Será que tem alguma dica pra mim?

    Mais uma vez, parabéns pelo blog! (Quero fazer uma lua de mochila qdo chegar a minha vez tbm!)

    • luademochila disse:

      Oi, Jessica! Pois é, é que o blog tá meio abandonado. Fiquei com preguiça de escrever aqui e no Mochileiros e dei mais preferência para o fórum ultimamente. Com relação aos dias extras na França, depende dos seus interesses. Castelos renascentistas, bons vinhos e belas paisagens bucólicas? Vale do Loire. Belíssima arquitetura medieval, ilha que se transforma em “monte” no “deserto”, mosteiros? Mont Saint Michel e Saint Malo. Arquitetura com influência alemã, belíssima catedral meio gótica, meio romanica e rio cortando a cidade? Estrasburgo. A Riviera francesa é um pouco mais distante, mas é uma opção legal se você quiser cidades com belas praias e, se estiver na época correta, belos campos de flores. Desnecessário também falar que você encontrará bela arquitetura medieval por lá.

      Para ajudar você a sair de cima do muro, de transporte público eu priorizaria parte do Vale do Loire e Estrasburgo, ou talvez a Riviera Francesa (tem que pesquisar, não estive lá). De carro, faria o Mont Saint Michel e um pouco do Vale do Loire.

      Com relação ao reembolso, é preciso deixar claro que no nosso caso nós não recebemos o dinheiro no aeroporto. Nosso reembolso foi no cartão de crédito, aproximadamente um mês depois da viagem e para tal você precisa trazer consigo o produto que teve tax free (a ser examinado pelo fiscal de aduana no aeroporto), a nota fiscal e o formulário, que levará o carimbo do fiscal e você já o terá preenchido com os dados do cartão de crédito.

      Você chegará tarde e não sei se o serviço aduaneiro funciona normalmente de noite. Recomendo que assim que desembarcar pergunte a um funcionário aonde deve se dirigir No nosso caso, estávamos em conexão e quando passamos pela imigração já era para termos falado com o oficial de aduana para pegar o carimbo no formulário do tax free. Mas os funcionários foram legais, chamaram o fiscal, que foi até nós e deu tudo certo.

      Experimente escrever para os funcionários do aeroporto perguntando o horário de funcionamento. Reclamei do tratamento em Lisboa, mas o nosso breve contato com os funcionários do aeroporto de Porto (que cacofônico, rs) foi bom, foram gentis.

      Se não quiser correr riscos, há empresas que cuidam disso para você, mediante pagamento de percentual incidente no reembolso:

      http://www.globalblue.com/

      Abs.

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