Vale do Loire – castelos de Tours

Pegamos o cedíssimo para a Gare du Nord, preocupados com a hora. Mas foi moleza. Os trens em Paris saem no horário marcado, dificilmente tendo atrasos e as plataformas aparecem no visor 20 minutos antes. Que diferença pra Itália, onde a informação saía aleatoriamente. A viagem foi curta, mas conseguimos dormir.

Estava muuuito frio.

Chegamos na estação e ficamos meio perdidos, pois não havia nenhuma indicação de onde era a companhia que vendia as excursões. Pensei, fodeu. E com isso o tempo passando, chegamos 9:10 e já sairia uma excursão 9:30. Nós, que até aquele momento tínhamos nos virado sem precisar pedir informação, teríamos que arriscar o francês.

E assim foi. Entrei no lugar errado, na empresa de ônibus chamada Touraine, achando que era lá que vendia a nossa excursão (que também tinha “touraine” no nome, a Touraine-Evasion). Perguntei em francês se a senhora falava inglês, mas não falava. Tive que mandar meu francês bizarro e ela explicou em francês onde era. Deu pra entender, ufa. Era pra irmos ao escritório de turismo, ali pertinho e assim procedemos. A mulezinha da loja era bem simpática e falava inglês, de modo que foi fácil. Pegamos a excursão Azay Le Rideau e Villandry, de 9h30 até 12h30, numa van que dificilmente fechava a porta. A motorista parecia saída do filme do Blade, meio forte e grande, toda vestida de preto e tinha uma capa, ou algo parecido.

Felizmente ela não nos mordeu, nem nos matou. Falava um inglês perfeito e tinha um jeito meio masculino. Só havia eu, Lu e duas senhoras com cara de japa e que pareciam sapatões. Uma era meiguinha e ria de tudo, a típica turista deslumbrada. A outra, que cheguei a ficar na dúvida se era homem, era séria.

Ficamos em Azay Le Rideau.

Inicialmente não estava planejado de entrar nele, mas acabamos entrando, pois pela excursão havia desconto. O castelo é bem pequeno e pouco decorado. O exterior é bonito. Como primeira impressão, valeu, mas pra quem já conhecia outros certamente se decepcionaria.

Saímos

Falei rapidamente com a senhora sorridente do suposto casal de lésbicas. O inglês dela era ruim e não entendi “paul newman”. Mas entendi que ela já tinha ido ao Brasil e que gostou muito, perguntou de que cidade eu era. Falou que já tinha ido ao Rio. Ela disse de onde era, eu entendi “México”,mas acho que entendi errado, pois ela não tinha cara de mexicana. A que era o macho do casal era até simpática e se ofereceu pra tirar uma foto, gentileza que retribuímos.

Fomos para Villandry, onde optamos por ficarmos só nos jardins. Foi suficiente, pois os jardins são grandes e bonitos. Na primavera o espetáculo deve ser maior, mas no outono já estava bem bonito.

Terminamos a excursão no centro de Tours. Fomos na estação de trem e consegui falar o suficiente pra comprar o bilhete de ida e volta pra Chenonceau. Felizmente fui atendido por um funcionário simpático e prestativo. Estávamos famintos e o trem partiria em pouco mais de meia hora. Resolvemos ir no Mc Donald’s, que era ali pertinho. Estava lotadíssimo e bem bagunçado. O atendente enroladíssimo anotou nosso pedido e soltou um número em inglês. Achei que ele estava falando do preço. Como não recebi nenhum papel, não tive a certeza de que o sujeito registrou meu pedido. Repeti o pedido e houve alguma confusão, até eu finalmente entender que o número que o sujeito me deu era o número do pedido. O cara recebe o cliente achando que todo mundo nasceu sabendo e sabe como funciona o Mc Donald’s de lá, pois eu nunca fui em um que desse código de pedido.

Bem, deu tempo de levarmos o lanche pro trem. Chegamos rapidinho, em menos de 20 minutos. Diferente do que mostra o Google Maps, a entrada pro castelo já fica quase ao lado da estação de trem. Ficamos preocupados com a volta, pois a estação não tem quase nada, deserta, sem nem um guichê.

cidade

Perguntamos pra uma funcionária da loja de souvenirs da entrada do castelo onde comprava bilhete e ela disse que era numa máquina na estação. Fiquei preocupado por não ter visto nenhuma máquina, mas confiamos. Comprei o bilhete do castelo também numa máquina e entramos.

corredor de entrada pro castelo

O castelo fica rodeado por um bosque bem legal. Lindas cores se formaram entre árvores e céu.

Passamos um tempo ao redor, andando na beira de um lago e ficando um pouco num jardim. Entramos. O castelo não é muito grande, mas é bem legal. Visitamos tudo, seguindo um mapinha que dão gratuitamente.

Na volta, ainda conhecemos um outro jardim e um labirinto de jardim.

Na volta o desespero pra comprar a passagem. Cadê a tal da máquina ? Nada. Perguntamos pra uma mulher e um cara, que passavam por ali. Ela disse que não era de lá, mas que achava que a máquina deveria estar em algum lugar por ali. Passou mais um sujeito e ela perguntou pro sujeito, que apontou onde era a bendita máquina. Tudo isso em francês, que parto.

Achamos a máquina, mas o problema não acabou. Com a estação ainda deserta, precisávamos aprender a comprar. As instruções estavam todas em francês. Tentamos manter a calma e li as instruções. Havia uma etapa que não passava de jeito nenhum, até que de tanto futucar eu percebi que o botão além de poder se apertado, também girava. Problema resolvido, girando o botão você selecionava a opção que faltava e comprava.

Após grande sufoco, passagem na mão. E o cartão não ficou na máquina.

Ficamos tão felizes com nossas passagens lindas que resolvemos tirar mais fotos com elas

Fomos fazer o check-in no hotel. A cidade estava iluminada e bonita, nos arrependemos de deixarmos as fotos pra depois. No hotel, fomos recebidos por uma bichoooooooona, mas daquelas bichas que juram ser quase mulher. Fazendo caras e bocas, nos deu as instruções que precisávamos e perguntou se pegaríamos o café da manhã do hotel, cobrado a parte. Tudo isso em francês. Achei que ele não falava inglês e fui respondendo de acordo. Até que me enrolei em algo e ele falou inglês, aquele puto. Cansados, fomos dormir.

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Uma resposta para Vale do Loire – castelos de Tours

  1. Enrico disse:

    hahahahaha me identifiquei com a situação 🙂 Faltou a foto pulando de felicidade com o bilhete comprado pro lado errado, ou com o cartão ainda na máquina, hehehehe

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