O início – Lisboa, dia 1

Começo falando da viagem de avião. Fomos pela TAP, são 7 horas de vôo de Natal até Lisboa. Na sua frente há uma tela interativa, que te dá várias opções de filmes, jogos e outras coisas. Pegamos um pedacinho de “Diário de um Banana 2” e depois tentamos dormir. Pausa apenas para as refeições da TAP. Luciana tem intolerância à lactose e, com a devida antecedência, pediu por telefone uma refeição especial, sem lactose. Realmente veio, mas parece que os portugueses não sabem o que é lactose. Trouxeram tudo especial, sem leite, mas também um pão de queijo (???). O mesmo se repetiu na segunda refeição, um café da manhã com pão de queijo.

Chegamos em Lisboa às 12h. A imigração foi tranqüila, a fiscal só perguntou até que dia ficaríamos e em qual hotel. Não durou 1 minuto, creio. Também demos sorte ao pegarmos as malas, foi tudo bem rápido.

Saindo do aeroporto até fazer o check-in, tivemos uma série de más impressões dos lisboetas. Fomos atendidos com desdém pela funcionária da loja de revistas, quando fomos comprar um cartão telefônico e pelo funcionário do transfer do hotel. Estamos encurtando a história para poupar esta parte chata. O hotel fica no meio do nada, numa zona industrial feia. O quarto era padrão Holiday Inn, decoração meio “business”. Sem frigobar e com vista para uma estrada. Deixamos lá nossas coisas e partimos para a Estação Oriente, em busca de um lugar para comer.

Fomos até a parada de ônibus para pegar o 25, ônibus que nos levaria ao Oceanário. No ponto havia duas portuguesas e um casal de turistas gringos perdidões. Perguntaram para as portuguesas como se chega ao Oceanário. Elas começaram a enrolar para responder a uma simples pergunta e eles nada entenderam. Eu me meti na conversa e dei em inglês a informação que precisavam, afinal, estávamos indo para o mesmo lugar.

Chegou o 25. O ônibus é bem moderno.

Você não dá o dinheiro na mão do motorista, deixa num suporte que fica ao lado dele. Nossa menor nota era uma de 20 euros, pois havíamos acabado de chegar. O cara demorou uma infinidade para dar o troco para nós e para o casal de gringos que subiu conosco, o que irritou um português babaca, que reclamou de algo sobre turistas. Ali estávamos começando a conhecer a simpatia portuguesa. Descemos na Estação Oriente.

Entramos no Centro Comercial Vasco da Gama, um shopping local, em busca de um lugar para comer.

Lá fizemos a pior refeição de nossa viagem, uma das piores de nossas vidas. Fiquei mal por muito tempo depois de lá, sentindo grande mal estar e cansaço, mesmo sem ainda ter feito quase nada.

Fomos em direção ao Oceanário. Havia a opção de ir pro Oceanário apenas ou pegar uma mostra com tartarugas por mais 3 euros por pessoa, opção que escolhemos. A parte das tartarugas descobrimos ser um roubo, uma “puta falta de sacanagem”. É um pequeno lugar que mais mostra desenhos de tartarugas. Vimos UMA no aquário e só. FDPs.

A seguir, uns vídeos que fizemos lá dentro. Mal tiramos fotos, pois a câmera de Luciana estava sem bateria e eu ainda ia comprar a minha, de modo que por muito tempo ficamos só com a filmadora.

Fazendo fila por Luciana

Preste bem atenção. Há um peixe na foto e está bem na sua cara.

Animal de aguas profundas

Luciana gostou do oceanário. Eu ainda estava passando mal e não aproveitei tanto. De lá, pegamos o teleférico ida e volta. Não costumo ter medo de altura, mas tive. O treco balançava e fazia um barulho estranho ao passar por cada poste que o sustenta. Achei pouco seguro. Fomos sozinhos nele. A vista é interessante, mas nada deslumbrante.

O Parque das Nações é bem agradável. Se pudéssemos, teríamos passado mais tempo lá.

Mas eu ainda estava passando mal e tinha que ir até a Pixmania comprar uma câmera que eu queria (Canon S95) que, segundo o site, estava em estoque. Tentamos ir de metrô. A estação é meio caótica, cheia de máquinas vendendo bilhetes e nenhum funcionário pra ajudar. Não sabíamos qual tipo de bilhete comprar. Pedimos ajuda a uma portuguesa, que foi até interessada, mas também se enrolou. Pra piorar, a máquina que tentamos estava recusando as notas, embora não aparecesse aviso de que tinha defeito.

Quase desistimos, mas tentamos mais uma vez. Dessa vez deu tudo certo. Não chega a ser difícil, você precisa comprar um cartão e carregá-lo com as viagens desejadas. O problema era não ter nenhum funcionário por perto pra dizer que necessariamente tinha que ser assim.

Pegamos o metrô. Não foi difícil andar nele. Saltamos numa estação e não sabíamos qual saída deveríamos pegar. Pedimos informação a duas portuguesas. Custamos novamente a entender aquele sotaque horrível, mas conseguimos entender que uma outra estação nos deixaria mais próximos do local.

Saindo da estação de metrô, tivemos dificuldade para achar a galeria onde estava a loja. Pedimos informação a um português babaca, que sequer parou para responder. Depois pedimos novamente a uma mulher que ia atravessar a rua, desta vez gentil e prestativa. Achamos a galeria.

Dali veio a decepção. Apesar do site dizer que havia a câmera em estoque, não havia mais. Fomos lá à toa, já mortos de cansaço.

Chegamos na Estação Oriente, onde fomos fazer compras de supermercado e também comprar a câmera na FNAC. Paguei bem mais caro lá, cerca de 150 euros a mais e ainda por cima levei a câmera do mostruário ! Mas estava determinado a comprar este modelo e hoje não me arrependo, ela é excelente !

Acabamos perdendo a hora, pois nosso último ônibus saía às 21h e já passava deste horário. Pedimos um taxi, já preocupados de que a corrida fosse caríssima. Quase tomamos um susto quando o taxista disse que sairia por volta de 7 ou 8 euros. Luciana até perguntou de novo, achando que tinha entendido errado. Mas era isso mesmo. Demos sorte de pegarmos um taxista honesto e tranqüilo, o que não ocorreu na nossa ida ao aeroporto.

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4 respostas para O início – Lisboa, dia 1

  1. Alessandro Paiva disse:

    Estou indo a Lisboa no ano que vem e espero não encontrar gente mal-educada, ehehehe!

    • luademochila disse:

      Acredito que isso será bem aleatório. Pois o problema é a relação histórica entre os dois países. Então há, sim, os que acham brasileiros inferiores, por mais que alguns portugueses queiram negar. Nós não demos nenhum motivo, prezamos muito pela educação e toda aproximação começa sempre com “bom dia, por favor, com licença” e termina com “obrigado”. Foi gratuito mesmo.

      Mas também há, provavelmente, os que enxergam o passado como se fosse um elo entre eles e nós, da mesma forma como aqui muitos se referem aos portugueses como irmãos. Infelizmente só encontramos pessoas do primeiro tipo, até mesmo porque foi uma passagem curta. Como expliquei a outro leitor, o blog trata de impressões pessoais e a nossa não foi das melhores. Adoramos Lisboa em si, mas por conta dessa experiência ruim com o povo de lá um retorno a Portugal por enquanto está bem no fundo da nossa lista de prioridades.

      Por fim, apoio fortemente que você vá e veja com seus próprios olhos. Nós por exemplo não teríamos ido a Buenos Aires se fôssemos nos basear só pelo que os outros dizem. Demos sorte e no geral foi tudo muito bom. E no interior da Argentina conhecemos um povo maravilhoso, os habitantes de Puerto Iguazú (viagem anterior à existência do blog). Sorte.

      • Ana disse:

        Olá! Queria fazer um comentário quanto à falta de educação dos portugueses. Tenho família em Portugal, já estive no país por 4 vezes e nunca tive problemas. Realmente há pessoas mal-educadas por lá, mas acho que em vários casos isso pode se tratar apenas de impressão, um certo choque cultural. Acontece que o jeito dos portugueses é assim. Com filhos, parentes, pessoas na rua; eles são muito efusivos, muito enfáticos. Só para citar um exemplo: minha avó é portuguesa, então sempre convivi com esse jeitão meio ignorante; meus primos, no entanto, morrem de medo dela, pois sempre acham que ela tá brava e xingando (às vezes ela apenas pergunta como eles estão, hehehe). Assim, não é que isso seja a melhor coisa, mas quando compreendemos um pouco o jeito deles, a coisa acaba ficando mais leve. E não digo isso pq estou com a minha família: sempre que vamos, passeamos muito por nossa conta, afinal temos que aproveitar a viagem, né? Adoro Lisboa e Portugal tem outros lugares incríveis para se visitar!

        Mas reitero: há, sim, gente sem educação (como em todo lugar do mundo, penso eu). Tb há aqueles que vêem os brasileiros como inferiores, embora isso venha diminuindo, graças à ordem econômica atual. E português no trânsito é um bicho! Aí, sim, é tenso, hehehehe!

        No mais, parabéns pelo blog!

      • luademochila disse:

        Oi, Ana. Já fui a Portugal sabendo que o jeito dos portugueses era mais frio, quase grosso. Mas, no nosso caso, o preconceito chegou a ser explícito, como no episódio do taxista. Aí fica difícil não formar uma impressão ruim, certo? A gente já não quer viajar para ouvir grosseria de quem um dia se achou dono do nosso país, quanto mais agressões explícitas e gratuitas. Desde então viajamos por outros lugares no mundo e nunca passamos por nada igual. Recentemente muitos alunos da Universidade de Coimbra reclamaram de maus tratos e preconceito.

        Mas, como sempre digo, é claro que não são todos os portugueses assim. Só acho que talvez estejam faltando políticas públicas que eduquem a população em geral a aceitar melhor os estrangeiros, especialmente os brasileiros.

        Abs!

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