Lisboa, dia 2 – Belém e Castelo de São Jorge

Chegamos a Belém. Começamos pelo Mosteiro dos Jerônimos. Bonito, mas não resolvemos entrar, só tiramos fotos na entrada.

Fomos em direção ao Padrão dos Descobrimentos. Passamos antes por uma pracinha bem agradável, onde paramos para fotos e um descanso. Chegamos ao Padrão dos Descobrimentos, um monumento com vista panorâmica, nas margens do rio Tejo. Valeu a pena, por apenas 2,50 euros subimos de elevador e tivemos uma vista legal da cidade.

Descemos, partindo em busca da Torre de Belém. Pedimos informação a uma portuguesa, que nos indicou a direção errada. Mais tarde nos lembraríamos que a Torre era pertinho do Mosteiro dos Jerônimos, não havia o que errar. Cansados de procurar, resolvemos voltar e ir num restaurante indicado por alguém do Fórum Mochileiros, o restaurante Espaço Camões.

Boa indicação, comemos um Robalo e um Salmão, ambos bem temperados e gostosos, acompanhados de legumes e um dos poucos sucos de laranja realmente naturais na Europa. Dispensamos o pãozinho oferecido para não pagarmos a mais, como sugerido. A conta veio barata, algo inferior a 20 euros para o casal, se não me engano.

De lá, na mesma rua, fomos na famosa Pastelaria de Belém. Pedimos 6 pasteis, que foram consumidos posteriormente.

Pegamos o 28 e saltamos em Estrela, onde pelo Google Maps estaríamos a uma curta caminhada do 28 elétrico, um bondinho das antigas que faz um trajeto bem turístico. Bem, Google Maps pregou uma das inúmeras peças (mais estaria por vir), pois a rota era uma subida interminável. Chegamos lá mortos de cansaço. Visitamos uma igreja, a Catedral da Estrela, onde havia acabado de acontecer um casamento. Em frente, pegamos o 28 elétrico lotadíssimo. Por isso não chegou a ser uma viagem agradável.

Saltamos um pouco antes do ponto correto e ficamos um tempo perdidos. Pedimos informação pra uma portuguesa babaca, que mais uma vez sequer parou para responder. Devem aprender isso na escola, só pode. Achamos o caminho e andamos até a Catedral da Sé. Bonita, mas nada de espetacular. Vale a entrada pelo aspecto histórico e por estar no caminho para o Castelo.

Dali pegamos mais uma subidinha pro Castelo de São Jorge. Já mortos, destruídos, finalmente chegamos. Não tem nada de castelo, mas é legal ainda assim. Basicamente é um parque murado, com lindas vistas. Lá comemos o pastel de Belém e vimos que não é tão diferente dos que já comi no Brasil. Mas é bom ainda assim.

Praça da Figueira, vista do Castelo.

Ponte do Castelo:

Uma torre:

Dentro da torre:

Ruazinha que dá no Castelo:

Sentados, apreciando o local

Chegamos no hotel e tivemos um aborrecimento com um problema causado por eles. No dia seguinte pedimos um taxi. Fomos recebidos por um coroa babaca, que não ajudou com as malas e mudou a bandeira do taxímetro de 1 (a mais barata) pra 3 (a mais cara) sem nos avisar. Eu já sabia que isso poderia se dever ao fato da localização do hotel ser em Loures, que não é considerado (por eles) sendo em Lisboa, apesar de ficar a menos de 5 minutos do aeroporto. Mas resolvi perguntar educadamente por que a tarifa foi mudada, pois queria ter certeza. O cara ficou agressivo, disse que ali “não era como o Brasil”, que lá as coisas funcionam e que o carro dele poderia ser preso se ele cobrasse a tarifa 1, que não sei o que. Eu disse que estava apenas pedindo uma informação, já que a mudança foi sem aviso e que não estava me negando a pagar nada. O cara ficou sem graça, começou a mudar o tom, repetiu sem parar a história do carro poder ser preso (como se alguém fosse realmente checar isso) e falou que eu “fiz bem de perguntar”. Sabia que aquilo era um roubo, pois o hotel fica a menos de 1 km do aeroporto e no dia anterior pegamos um taxi que percorreu uma distância muito maior por uma corrida muito mais barata, mas fazer o que. Era um roubo “legalizado” pela máfia dos taxistas.

Assim termina nossa experiência em Lisboa, cidade bonita, com um bom balanço entre história e modernidade, mas com um povo que ainda pensa que é metrópole e nós somos colônia.

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13 respostas para Lisboa, dia 2 – Belém e Castelo de São Jorge

  1. Ivy disse:

    Caraca, vcs deram sorte, eu conheci Lisboa inteira através do vidro do carro pq choveu os dois dias que fiquei lá. Foi dramático! Na torre de Belém além do céu cinza fazia ondas e nem fotografar os gerônimos eu pude pq a máquina ficou ensopada. Precisamente todos os lugares q fui eu peguei chuva. Fui a Sintra, Cascais, Estorul, Alfama debaixo da chuva. Paguei ao motorista super gente fina pra ficar com a gente 9 hs seguidas 180 euros as tres, pto 60 por pessoa mas ele rodou muito, nos pegou no hotel e nos devolveu no hotel que ficava na praça do Rossio, super central, super simpática, um hotel ótimo.

  2. fernanda disse:

    Moro aqui em lisboa e com a crise eles estão tratando melhor os brasileiros, acho que se deram conta do quanto os brasileiros são importantes para o turismo, além disso já existe muito assalto e calotes dados pelos próprios portugueses (os postos de gasolina onde se abastecia primeiro e depois se pagava agora são pré-pagos por exemplo) então a fama do brasileiro não é mais só do brasileiro e sim de qualquer povo que passa por uma situação de crise financeira… eles já podem se dar conta de que eles não são melhores que nós, se não aprenderam isso, pelo menos com o dinheiro que trazemos pra cá (portugal) estão tendo de nos engolir!!!

    • luademochila disse:

      Oi, Fernanda. Pois é, infelizmente algumas pessoas só aprendem humildade do pior jeito possível. Não acredito que todos os portugueses sejam assim, mas os que tivemos oportunidade de conhecer, vou te contar.

      Abraços.

  3. Isabella Antunes Silva disse:

    Olá, estou pretendendo ir para Portugal em maio, gostaria de saber se a crise acarretou o aumento dos preços a´s para se fazer turismo???

    • luademochila disse:

      Oi, Isabella. Os efeitos da crise são obscuros. Pela lógica, os preços deveriam estar menores, pois a demanda diminui se o poder de compra também diminui. Mas em alguns lugares os comerciantes aumentaram os preços com a desculpa da crise … coisas do mercado. Certo é que Portugal continua sendo um dos países mais baratos para se fazer turismo na Europa. Segundo esse critério, eu não deixaria de ir.

  4. Alexandra disse:

    Olá, sou uma portuguesa vivendo no Brasil (um país maravilhoso!) e fico muito triste por existirem preconcentos entre os povos dos dois países. Isso me parece uma visão redutora do mundo. Nem “Os Brasileiros” são representados pelos vários nordestinos que emigraram para Portugal nos anos 90 em busca de uma vida melhor, nem “Os Portugueses” são representados pelos emigrantes que foram explorar o Brasil em séculos passados (e dos quais muitos brasileiros de hoje descendem, ao contrário de mim, que descendo de portugueses que nunca saíram da sua “terrinha”). O meu desejo é que todos desfrutemos destes dois lindos países, honrando todas as coisas boas que temos em comum.

    • luademochila disse:

      Olá, Alexandra. Também fico muito triste, concordo. Eu por exemplo me considero cidadão do mundo, acima de ser Brasileiro, não acho que deveria haver nenhum tipo de discriminação entre nações.

      Infelizmente nossa experiência com os Lisboetas não foi boa, mas meu relato se resume aos Lisboetas com quem tivemos contato. Aos que são exceção, esses, assim como todos os demais cidadãos do mundo, possuem o meu respeito. Felizmente na França e na Itália, mesmo com a barreira da linguagem, tivemos mais sorte com as pessoas com quem lidamos (embora em Roma tenhamos encontrado um ou outro italiano sem educação).

      Como disse a outro comentarista, cabe aos cidadãos repreenderem seus colegas que tratam mal os turistas. É o que busco fazer aqui, não admito brasileiro recebendo mal um visitante.

      Abraços.

  5. Mauricio Cardoso disse:

    Olá. Estive em Lisboa em dezembro 2013, Réveillon em Terreiro do Paço, muito legal. A cidade é linda, muito bem ressaltada a observação sobre o balanço entre História e Modernidade.

    Fui recebido por brasileiros bem sucedidos com o próprio negócio. A irmã de um deles é casada com um português. No primeiro jantar que fizeram, o que mais ouvi dos portugueses foi um pedido indireto de desculpas pela arrogância e falta de educação deles mesmo. Vou repetir, os portugueses que convivem com brasileiros bem sucedidos e que conheceram o Brasil (o César foi “obrigado” a pedir a mão da Alexia em casamento aqui no Brasil, achei isso o máximo, rsrsrs) chegou a me alertar e pedir para desconsiderar tal comportamento.

    Em todo lugar haverá o desagradável, mas em todos os lugares que passei em minha viagem, de um mês por Roma, Lisboa, Sevilha, Marrocos (Marrakech, Ouarzazare, Zagoura, …) Paris, não há a menor dúvida que os Lusos são os mais desrespeitosos e parados no tempo.

    No início fiquei inconformado pelo fato de não haver nada em Português no Vaticano, Roma, … ou seja, na Europa, depois concluí que é porque eles são desprezados pelo continente.

    Infelizmente, por causa deles mesmos.

    • luademochila disse:

      Pois é, tenho certeza de que não são todos os portugueses que possuem esse comportamento antissocial, ou simplesmente preconceituoso com brasileiros. O problema foi ver o grande número de problemas que tivemos lá em relação a todas as cidades pelas quais passamos, não só nessa, como em outras viagens. O mais triste disso é ver que muitos não aceitam isso como uma crítica construtiva. Quando alguém fala que o carioca é marrento, eu não fico dizendo que não é, ou que o problema é com quem reclama. Eu procuro tratar as pessoas de fora ainda melhor. Assim como felizmente agiu esse casal que você descreveu.

      Abs.

  6. Mauricio Cardoso disse:

    Em tempo, entrei aqui para contribuir para seus relatos que acho muito legais.

    Assim, gostaria que desse uma conferida no local onde diz ser a Praça do Comércio, acredito que seja a Praça da Figueira. Clique na seta verde, vista da rua e gire para visualizar a praça.

    https://maps.google.com.br/maps?q=38.713744,-9.137506&hl=pt-BR&ll=38.713727,-9.137492&spn=0.010682,0.024397&sll=38.713744,-9.137506&sspn=0.010582,0.024397&t=m&z=16&iwloc=A

    A Praça do Comércio, fica entre a Rua da Alfândega e Av. Ribeira das Naus e também é conhecida, por alguns, como Terreiro do Paço, mesmo que outros digam que o Terreiro fique entre a Av. e o Rio Tejo.

    https://maps.google.com.br/maps?q=38.707813,-9.136683&ll=38.708273,-9.136768&spn=0.002646,0.006099&num=1&t=m&z=18&layer=c&cbll=38.708273,-9.136768&panoid=FTmnzQyDvn8_zsaholK9gQ&cbp=12,165.06,,0,-1.5

    • luademochila disse:

      Você tem razão, é a Praça da Figueira e outro comentarista já tinha feito essa observação e me esqueci de mudar. É que estávamos sem mapa na hora e não havia indicativo de que fosse outra praça, acabei me confundindo.

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