Planejando a viagem

Este ponto creio que daria um livro por si só. Eu e Luciana dividimos as tarefas, ficando ela com o planejamento do casamento e eu com o da viagem. Mais do que planejar, posso dizer que eu vivi parte da viagem durante 6 meses sem ter ainda viajado de fato.

Explico. Dediquei boa parte do meu tempo livre a estudar tudo sobre viagens deste tipo, para poder estabelecer o roteiro mais adequado ao nosso perfil. Além disso, resolvi aprender italiano e francês por conta própria, pois acreditei que isto seria útil. Estes dois passos não foram uma auto-imposição, mas, sim, novos hobbies. Sempre gostei de aprender línguas (embora não seja realmente bom em nenhuma) e gosto de planejamento em geral. Foi uma fase divertida e ainda colhemos os frutos deste planejamento no decorrer da viagem, ao nos livrarmos de diversos empecilhos que teriam ocorrido no improviso.

Não segui uma metodologia precisa, simplesmente li o máximo possível de informação com a ajuda do bom e velho Google. Não é o método mais recomendado, pois informação demais atrapalha, mas era o que eu dispunha, na minha inexperiência. Destaco nesta busca algumas fontes de informação: forum Mochileiros, blog do Ricardo Freire, comunidades do Orkut (diversas, pesquisadas com o perfil da minha esposa) e guias de viagem. Creio que seria interessante um post a parte só sobre os guias, devo escrevê-lo no futuro. Vale a pena também um post só sobre os métodos que segui para o aprendizado de línguas.

A parte mais difícil foi a definição do roteiro e a falta de experiência, sem poder contar com referenciais de tempo, custos e lugares que se adequassem realmente ao nosso perfil. Acabamos definindo um roteiro inicial baseado nas cidades mais visitadas em lua de mel e que se adequassem ao nosso gosto. Este roteiro foi mudado N vezes, como falarei a seguir. O tempo em cada cidade também foi estimado, mas seguindo duas regras: mínimo de um dia inteiro para cada cidade (com uma exceção, que depois será destacada) e mínimo de 3 dias em cada “base”, cidade onde nos hospedamos e com fácil acesso a cidades vizinhas. Também há duas exceções para essa regra.

Os custos foram estimados com base na experiência de outras pessoas. Não detalharemos estes pontos por razões particulares, mas podemos adiantar que gastamos menos do que o planejado. Parte disso se deve ao nosso perfil, comemos pouco e temos gostos simples, não somos consumistas.

Voltando à definição do roteiro, inicialmente nossa ideia era percorrer as principais cidades da Itália para turismo (Roma, Florença e Veneza), Paris e Londres. Acrescentamos 3 cidades da Bélgica – Brugges, Ghent e Bruxelas – por serem próximas da França.

Fiquei preocupado de que os melhores hoteis esgotassem e procurei reservar todos, alguns com possibilidade de cancelamento grátis, outros, não. Também compramos logo a passagem, pois estávamos preocupados de que os preços disparassem. Estas decisões se revelaram em parte boas, parte ruins.

Boas, porque pegamos alguns hoteis realmente muito mais baratos do que outras pessoas pegaram. Ruins, porque tirou a flexibilidade de alterar o roteiro. E mesmo assim acabamos alterando. À medida em que eu pesquisava mais, fui descobrindo cidades que pareciam muito interessantes e de fácil acesso, especialmente na Itália. Para encurtar um pouco a história, tivemos também que alterar o roteiro porque Luciana ficou preocupada com as histórias sobre a imigração de Londres. Tivemos uma experiência ruim com funcionários babacas de fronteira numa outra viagem e optamos por evitar mais funcionários deste tipo nessa primeira viagem intercontinental.

Acabamos cortando Londres do roteiro. Colocamos mais dias na Itália, tiramos a Bélgica, que poderia ser visitada numa futura viagem a Londres, pela proximidade. Colocamos mais dias em Paris e incluímos o Vale do Loire, por sugestão de um amigo meu, o “Vovô”. Quase colocamos Saint Malo e Mont Saint Michel, mas a logística para acessar estas vilas por transporte público era muito complicada na época em que fomos. Aproveitamos que a conexão da TAP era gratuita e resolvemos ficar um dia e meio em Lisboa. Falarei um pouco mais disso num post de dicas.

Como disse, esse assunto rende quase um livro. Explicarei o cronograma no próximo post. Até !

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